BIM Studio manual do usuário

Manual do usuário

Escrito a partir do que o aplicativo faz hoje, aba por aba. Cada botão é citado exatamente como aparece na tela. Os capítulos de visão geral dizem o que cada ferramenta faz e o que produz; os guias passo a passo resolvem as dúvidas mais comuns. Se algo não bater com o que você vê, o aplicativo mudou depois deste manual — fale com a gente pelo link no fim da página.

Nesta página
  1. Início rápido
  2. Como o BIM Studio está organizado
  3. Aba 🏠 Início: projeto, arquivo, vista e documentos
  4. Aba 🎨 Arquitetura
  5. Cotas: apagar, ocultar, criar
  6. Níveis do piso e cotas do terreno
  7. Mais de uma porta ou janela na mesma parede
  8. A vista 3D: estilos, sobreposições, saída e corte
  9. Ver o interior no 3D (laje, telhado, pavimentos)
  10. Aba 🏔 Terreno / Infra
  11. Garagem e estacionamento
  12. Varanda, guarda-corpo e claraboia
  13. Aba 🏗 Estrutural
  14. Por onde a carga desce: laje, viga, pilar
  15. Pilar: mudar a seção (b×h), pilar de 14 cm na parede, girar
  16. Casa sem laje e aberturas na laje (o que entra no cálculo)
  17. A caixa d'água no 3D (o bloco azul sobre o telhado)
  18. Aba ⚡ Elétrica
  19. Aba 🚿 Hidráulica
  20. Aba 🚽 Esgoto
  21. Planta elétrica e isométrico de água: onde estão
  22. Plantas hidráulica, de esgoto e de telecom
  23. Coletor predial: caixas de inspeção e cotas de fundo
  24. Abas de apoio: Drone, IFC/DXF, Projeto, Biblioteca, Automação, Perícia, Detalhes e Parâmetros
  25. Exportar em DXF, IFC e outros formatos
  26. Exportar para CAD: DXF e DWG
  27. Documentos, entregáveis e planos
  28. Conferir preço de material no varejo
  29. Normas: de onde vem cada número
  30. O que o programa não faz (e declara)
  31. Atalhos e paleta de comandos
  32. Suporte

1. Início rápido

Desenhar

✏️ Desenhar cômodo — clique e arraste na planta. Cada cômodo já nasce com paredes; as paredes entre dois cômodos são compartilhadas.

Selecionar

⬚ Selecionar / mover — clique num cômodo, numa parede ou num elemento. O painel de contexto (abaixo da planta) mostra o que dá para editar naquele item.

Pavimento

A barra do pavimento tem pé-direito, espessura da parede e da laje. Cada aba de pavimento tem o seu pé-direito.

3D

3D alterna para o modelo. A barra do 3D tem Estilo ▾, 👁 Exibir e ⬇ Saída (foto, vídeo, maquete).

Dica

Ctrl+K abre a busca de comandos: digite o que quer fazer ("cota", "janela", "corte") e a ferramenta certa aparece. Tecla ? mostra os atalhos.

2. Como o BIM Studio está organizado

Tela

Fita de abas no alto: 🏠 Início, 🎨 Arquitetura, 🏔 Terreno / Infra, 🏗 Estrutural, ⚡ Elétrica, 🚿 Hidráulica, 🚽 Esgoto, o seletor de pavimento, a etapa de projeto (EP/AP/PE) e, à direita, 📡 Drone, 📐 IFC, 🗂 Projeto, 🧰 Biblioteca, 🤖 Automação, 🔍 Perícia, 📐 Detalhes e 🎚 Parâmetros. Clicar numa aba abre um menu vertical com as ferramentas daquela aba, agrupadas pelo que você quer fazer (desenhar, inserir, analisar, documentar…). Clicar de novo fecha.

Barra da esquerda: as ferramentas da disciplina ativa (o nome dela fica fixo no topo; clique nele para trocar). Centro: ▤ Planta, ◫ 2D + 3D, ▣ 3D, 🏛 Cortes e 📃 Pranchas. Direita: 🗂 Camadas (cotas, grade, outras disciplinas) e Propriedades do que está selecionado ou do painel aberto. Rodapé: validação do pavimento (verde/erros), a etapa, o resumo (área, paredes, portas, janelas, laje) e o que falta completar.

Conceitos

3. Aba 🏠 Início: projeto, arquivo, vista e documentos

SeçãoBotãoO que faz
Projeto📚 ModelosAbre um modelo pronto (casa térrea, sobrado, kitnet, prédio de 4 e 8 pavimentos, loja+residência, galpão, coworking…) para começar editando.
💾 SalvarGuarda o projeto (local e, se estiver conectado, na nuvem).
📁 ProjetosLista dos seus projetos (locais e na nuvem), lixeira com restauração, abrir e descartar.
✨ NovoProjeto em branco.
Arquivo⬆️ ImportarAbre .bim3.json (projeto do BIM Studio), .ifc (Revit, ArchiCAD…) como projeto editável, ou .bcfzip (apontamentos).
⬇️ Exportar · …Cinco formatos, um por item do menu: .bim3.json (salvar no computador), Modelo IFC, Planta em CAD (.dxf), Planta de fôrmas (.dxf) e Apontamentos (.bcfzip). Veja o capítulo Exportar.
Vista2D 2D + 3D 3DLayout da área central. 🎯 Enquadrar recentra o desenho.
🎨 TemplateConjuntos nomeados de configuração gráfica (detalhe, sólido, cotas, disciplina, fase, problemas) guardados no projeto, para aplicar o mesmo padrão em qualquer vista.
🚦 ProblemasPinta a planta pelas regras (NBR e checks): cômodo com erro em vermelho, aviso em âmbar, conforme em verde.
🎨 CoresCores por parâmetro (tipo, nome, faixa de área, fase, piso) com legenda desenhada na planta.
📄 FundoPlanta escaneada (PDF/JPG/PNG) atrás do desenho, calibrada com dois cliques numa distância conhecida, para traçar por cima.
🏗 FasesFiltro de reforma: tudo → existente → demolição (em vermelho) → proposta.
📏 Cotas ⌗ GradeMostrar ou ocultar cotas e grade da planta (as cotas também controlam os rótulos do 3D).
📄 MemorialMemorial descritivo e de cálculo do projeto inteiro (arquitetura, estrutura, instalações), com hipóteses declaradas.
📐 Planta 📋 Folha 🔎 Compatib.Planta cotada e mobiliada por pavimento; folha componível A0–A4 com moldura, margem e carimbo (várias vistas na mesma página, cada uma na sua escala); compatibilização Estrutura × Arquitetura × Elétrica.

Na barra superior ficam ainda (desfazer/refazer), ☁ BIMcollab, 🏢 Escritório (quem está com o quê), 📥 (revisões esperando por você), 🔗 Compartilhar, 👤 Conta, 🔍 Comandos (Ctrl+K), 📖 Manual, (atalhos) e o tema claro/escuro.

4. Aba 🎨 Arquitetura

É onde a planta nasce. Os grupos do menu, e o que cada botão faz:

✏️ Desenho

🪜 Inserir

📚 Compor

🔬 Prever

📐 Documentar · 🔄 Revisar · 💰 Gestão

Com algo selecionado

5. Cotas: apagar, ocultar, criar

Há dois tipos de cota na planta e cada um se apaga de um jeito.

Cotas automáticas (as das paredes externas)

Como funciona

Elas são derivadas das paredes — a cadeia e os totais são recalculados a cada alteração. Por isso não dá para apagar uma delas sozinha: elas nascem da parede, não são objetos soltos.

O que dá para fazer é ligar e desligar todas: botão 📏 Cotas na barra superior (Mostrar/ocultar cotas na planta). A escolha fica salva no seu navegador.

Cotas livres, angulares, radiais e de nível

Apagar

A mesma ferramenta que cria, apaga. Com a ferramenta ativa, clique em cima da cota existente (no meio dela) e ela é removida — a tela confirma com "cota removida".

FerramentaCriaApaga
📏 Cota livre2 cliques (dois pontos)1 clique sobre a cota
📐 Cota angular3 cliques (vértice, lado, lado)1 clique sobre a cota
⌀ Cota radial2 cliques (centro, borda)1 clique sobre a cota
📍 Cota de nível1 clique no ponto1 clique sobre a cota

Se você marcou o primeiro ponto de uma cota livre e desistiu, Esc cancela.

6. Níveis do piso e cotas do terreno

A convenção é a da norma: o piso do térreo é ±0,00. O terreno e os demais pavimentos são medidos em relação a ele.

Altura de cada pavimento

  1. Selecione a aba do pavimento.
  2. Na barra do pavimento, mude pé-direito (em metros). Abaixo de 2,50 m o aplicativo avisa que o espaço passa a ser técnico — não proíbe.

Marcar o nível do piso num ponto da planta

  1. Ferramenta 📍 Cota de nível.
  2. Clique no ponto da planta. A cota mostra o nível do piso ali (térreo = ±0,00).
  3. Para apagar, clique de novo sobre a cota.

Cotas do terreno (lote com desnível)

Abra 🏔 Topografia (no menu de engenharia/infraestrutura, ou pelo Ctrl+K digitando "topografia"). Há dois jeitos de informar o terreno, sem drone:

  1. Cotas dos cantos — escolha um Canto de referência (0,00), por exemplo o meio-fio, e digite a cota dos outros três (Frente-esq, Frente-dir, Fundo-esq, Fundo-dir), medidas com nível de mangueira ou clinômetro. Clique em Aplicar cotas dos cantos.
  2. Declividade em % — informe frente↔fundo e esquerda↔direita (sobe/desce) e clique em Gerar cotas do declive.

A partir disso o aplicativo calcula sozinho a plataforma de equilíbrio (o nível em que corte e aterro se compensam) e, se for o caso, a fundação escalonada. Cada valor sai com a memória de cálculo.

As dimensões do lote ficam em ⛰️ Terreno / lote.

Cota da soleira

A planta imprime as cotas do terreno no referencial que você escolher e permite declarar onde o piso do térreo está nesse mesmo referencial — em vez de dois zeros no mesmo desenho.

  1. Abra 🏔 Topografia.
  2. No bloco Cota da soleira, informe a altura do piso do térreo no mesmo referencial das cotas dos cantos. Com o meio-fio em 0,00 e a soleira 0,60 m acima dele, informe 0,60.

A planta, o corte e a tela passam a imprimir o piso do térreo como +0,60, e o segundo pavimento como +3,52 em vez de +2,92 — tudo no referencial do terreno.

Importante

A cota da soleira é rótulo, não geometria. Ela muda o número impresso; não move o modelo, o cálculo estrutural nem o orçamento. Deixe em 0,00 para o comportamento de sempre (térreo = ±0,00).

7. Mais de uma porta ou janela na mesma parede

Existe
  1. Com ⬚ Selecionar / mover, clique na parede. O painel da parede aparece abaixo da planta.
  2. Defina o primeiro vão com 🚪 Porta, 🪟 Janela ou ⛏️ Passagem total. (🧱 Fechar (sem vão) tira o vão; 🤖 Vão automático devolve a decisão ao motor.)
  3. Clique em + vão. O segundo vão nasce na metade mais livre da parede — o motor não deixa dois vãos se sobreporem.
  4. Escolha qual vão está editando no seletor vão 1/2 · janela e ajuste larg., pos. %, peitoril e verga. Em porta, 🚪 mão escolhe o lado da dobradiça.
  5. Para tirar um vão, selecione-o e clique em 🗑 vão.

Dá para arrastar o vão na planta para reposicionar. Uma parede pode ter quantos vãos couberem — sala com duas janelas, porta e janela na mesma fachada.

Peitoril padrão

Sem você declarar nada, a janela nasce com peitoril de 1,10 m e verga de 2,10 m — folha de 1,00 m de altura, que é a janela corrente de dormitório no Brasil (1,20 × 1,00). A verga fica alinhada com a da porta.

O peitoril de 1,10 m é a altura mínima de proteção da NBR 14718: em pavimento elevado o peitoril é o que impede a queda, e peitoril acima de 0,70 m só cumpre esse papel se a altura total chegar a 1,10 m do piso. Quem precisa de outra medida declara no painel da parede — banheiro a 1,50 m, porta-balcão a 0,00 m — e o valor declarado sempre vence o padrão.

O peitoril declarado fica gravado no projeto; o que não foi declarado acompanha o padrão. Ao revisar um projeto, vale conferir o quadro de esquadrias e a área de iluminação dos ambientes.

8. A vista 3D: estilos, sobreposições, saída e corte

MenuItens
🧱 Sólido ▾ (estilo)Sólido / Foco (outros pavimentos translúcidos), 🪆 Boneca (paredes em meia-altura, telhado oculto), 💥 Explodir (axonometria explodida), 🚶 Passeio (andar dentro). Nível de detalhe: Simples, Médio (caibros) e Detalhado (ripas).
👁 Exibir🏚 Sem telha (madeiramento à vista), 🧊 Sem laje (só na vista), ✒️ Contorno, 🌑 Oclusão, ☀ Sol.
⬇ Saída📸 Foto HQ (PNG), 🎥 Vídeo 360°, 🎁 Maquete navegável para o cliente.
✂ CorteCaixa de corte em X, Y e Z, com atalho para isolar o pavimento ativo.

Clicar num elemento no 3D seleciona e abre o painel dele (cômodo, parede, móvel, ponto, peça do telhado, caixa d'água). O capítulo Ver o interior no 3D mostra o passo a passo.

9. Ver o interior no 3D (laje, telhado, pavimentos)

🧊 Sem laje, no menu 👁 Exibir da barra do 3D, oculta o piso e o teto de concreto para você ver o interior. Clique de novo para trazer de volta.

É só da vista. A laje continua no modelo, no quantitativo, no orçamento e no cálculo estrutural — esconder não é apagar. Quem imprime uma prancha com a laje oculta entrega um desenho que não mostra o que vai ser construído.

Há ainda três outros jeitos de ver através do modelo, úteis em situações diferentes:

Recomendado

✂ Corte (caixa de corte) — fatia o modelo em X, Y e Z. Arraste os limites, ou use ⬒ Pavimento ativo para isolar o andar da aba selecionada; 🏢 Tudo reabre; desliga. O corte é só da vista: não altera o projeto. Foto HQ e vídeo saem cortados como está na tela.

Estilo ▾

🪆 Boneca — paredes em meia-altura e telhado oculto, para ver o interior mobiliado. 💥 Explodir — axonometria explodida, com os pavimentos separados.

👁 Exibir

🏚 Sem telha tira a cobertura e deixa o madeiramento à vista. Também dá para ligar contorno, oclusão e o estudo de sol.

Atenção

🕳 Abertura na laje é outra coisa: faz um furo real (shaft, duto, poço de luz) que some do concreto do orçamento e vaza a laje no IFC. Não use para "esconder" a laje.

10. Aba 🏔 Terreno / Infra

Lote, terraplenagem e obras de infraestrutura, todas editáveis e com cálculo e orçamento próprios:

📜 Plano diretor — os índices urbanísticos do lote

No painel do ⛰️ Lote, abaixo dos recuos, há o bloco 📜 Plano diretor. É onde você informa o que a lei da cidade permite naquele terreno: taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, permeabilidade, gabarito, altura, recuos mínimos, área e testada mínimas do lote e vagas por unidade.

Estes números não são norma técnica: são a lei do município, e mudam de zona para zona dentro da mesma cidade. O aplicativo não os adivinha — eles saem da certidão de diretrizes do lote, que a prefeitura emite e que o projeto precisa de qualquer forma.

Enquanto não forem informados, o programa não verifica os índices, e diz isso: o painel mostra um aviso listando o que ficou de fora, e o quadro de dados legislativos da prancha de implantação sai como faixa de referência, avisando que aquilo não é o índice daquele terreno.

De onde o índice veio — e por que isso decide se ele reprova

Origem do parâmetro

Cada índice carrega a sua origem, e ela decide o peso que o número tem:

A razão é simples: um coeficiente tirado de uma lei que foi revogada, impresso no quadro legislativo e assinado, é responsabilidade de quem assina. O aplicativo separa pesquisa de decisão — e a decisão continua sendo sua, com data registrada.

O quadro da prancha imprime a lei, o artigo, a zona, o município e a data de conferência. Havendo qualquer índice ainda em rascunho, ele avisa isso na própria folha.

Antes de desenhar: o que cabe neste lote

Informados o lote e os índices da zona, o aplicativo calcula o envelope construtivo — o que a lei permite ali — e passa a mostrá-lo na barra de baixo, ao lado da área e do número de paredes, enquanto você desenha:

📜 projeção 74/150 m² · construída total 77/300 m² · pavimentos 1/2 pav · permeável 113/45 m² (zona ZR3)

É a mesma verificação dos índices, dita como saldo que se gasta em vez de sentença que se recebe no fim. Refazer partido é a parte cara do projeto: o número precisa aparecer enquanto ainda dá para mudar de ideia barato.

E o aplicativo diz quem aperta primeiro. Num lote estreito o recuo lateral pode limitar a projeção antes da taxa de ocupação — 110 m² de retângulo edificável contra 144 m² que a taxa permitiria. Saber qual dos dois governa é o que decide se você muda o partido ou negocia a certidão.

Meu terreno serve? E o que cabe nele?

As duas perguntas invertidas

Pelo 🔍 Comandos (Ctrl+K) ou pelo assistente:

Nenhuma delas funciona sem os índices da zona informados — e todas dizem isso em vez de estimar. Um envelope montado sobre índice chutado daria a sensação de folga que não existe.

A ordem do trabalho, por etapa

NBR 16636-1

O seletor de etapa na barra superior (📐 EP) gradua o que é cobrado. As três primeiras etapas da norma são exatamente o começo do trabalho:

A etapa gradua, não trava: quem quiser desenhar antes de ter a certidão continua desenhando, e o item aparece como pendente, dizendo em que etapa passará a ser cobrado.

🔎 Identificar a lei do município

Planos pagos · 1ª consulta de cortesia

O botão 🔎 Identificar a lei do município procura na web qual é a lei de uso e ocupação do solo daquela cidade, em que ano ela é, onde dentro dela estão os quadros de índices e quais alterações posteriores existem — com o link da fonte oficial. Preenche o campo lei e entra como rascunho: não reprova nada.

O que ele não faz: não traz os índices por zona. Eles vivem em anexo — quadro escaneado, planilha ou mapa — que a busca não consegue ler. Testado em duas cidades de naturezas diferentes, inclusive São Paulo, o resultado foi o mesmo, e o aplicativo prefere dizer isso a devolver um número que ninguém conferiu. Os índices você digita a partir da certidão de diretrizes.

Quanto custa. A busca consome créditos de IA e é um recurso dos planos pagos; toda conta tem uma consulta de cortesia. O painel mostra o preço e o seu saldo antes de você clicar. Duas regras que valem sempre: não encontrou, não cobra; e cidade que já foi consultada por alguém vem do cache, na hora e sem custo.

Informar a lei e os índices à mão continua livre em todos os planos, e o projeto é verificado exatamente do mesmo jeito. O que se paga é o trabalho de procurar — nunca a verificação.

Trabalhando sempre na mesma cidade

Tabela de zonas

Um escritório que atua sempre no mesmo município pode transcrever o anexo da lei uma vez — todas as zonas com os seus índices — e, a cada projeto, só escolher a zona. A tabela guarda quem a transcreveu e quando, e o aviso lembra de conferir contra a certidão daquele lote: a tabela é a transcrição da lei, não a lei.

O que o plano diretor NÃO cobre aqui

Tudo o que é inserido aqui aparece no 3D, entra no orçamento e pode ser editado clicando no elemento na planta.

11. Garagem e estacionamento

A garagem aparece em dois lugares diferentes, porque são duas coisas diferentes.

Garagem de casa — um cômodo

Numa casa, a garagem é um cômodo como os outros: insira, nomeie e clique nele. No painel da direita aparece o campo tipo, e a escolha muda o que o programa constrói, desenha no 3D e orça:

Abaixo do campo o painel já mostra o resultado da escolha: quantas vagas cabem, a área de cobertura leve e sobre quantos pilares, e a largura do portão. De cada tipo saem também o custo e os quantitativos, e tudo entra no 3D e no orçamento. Se você não escolher, o programa deduz pelo nome do cômodo — “Carport”, “Garagem coberta”, “Vaga descoberta” —, e a escolha explícita sempre vence o nome.

Garagem de edifício — um nível

Num prédio, a garagem é um nível inteiro, escolhido em 🅿️ Garagem dentro da aba 🏗 Estrutural:

Garagem em um pavimento qualquer

Um pavimento inteiro pode ser garagem sem ser subsolo nem pilotis — a garagem do 2º e do 3º andar, com os apartamentos acima. Para isso, selecione o pavimento e marque o uso como Garagem: a carga de 3,0 kN/m² da NBR 6120 passa a valer naquele pavimento, as vagas são contadas pela área, o piso e a demarcação entram no orçamento, e a altura livre sob a viga é conferida ali como em qualquer garagem. A estrutura do pavimento não é cobrada duas vezes — ele já é orçado como pavimento.

⚠️ O que o programa não desenha nesse caso é o acesso: a rampa (ou o elevador de veículos) que leva o carro da rua até aquele andar não tem geometria, área nem custo no modelo. O programa avisa em vez de deixar passar. Se você quer a rampa desenhada, use Subsolo ou Pilotis.

Estacionamento no lote, fora do prédio

O pátio de vagas ao lado da edificação é feito pelo comparador de layouts, que dimensiona o arranjo, reserva vaga acessível e de pessoa idosa e demarca as vagas na planta. Essas vagas são contadas e conferidas — se não houver nenhuma reservada num edifício de uso coletivo, o programa avisa —, mas elas ficam fora da projeção do prédio: não viram nível nem entram no cálculo estrutural. Quando existem os dois, garagem do edifício e pátio no lote, o programa mostra as duas contagens separadas e deixa a soma com você, em vez de apresentar um total que esconde de onde veio.

A carga de garagem usada nas lajes é de 3,0 kN/m², da NBR 6120 Tabela 13, Categoria I — a categoria do veículo de passeio de até 30 kN e até 2,3 m de altura. Veículos maiores (categorias II a V, com cargas concentradas e forças horizontais de impacto em pilar) não são cobertos.

O arranjo das vagas

O comparador de layouts dimensiona a mesma área em quatro arranjos — 90°, 60°, 45° e paralela — mostrando quantas vagas cada um rende, a largura de corredor que cada um exige e o custo, e reservando vaga acessível e vaga de pessoa idosa. É por ele que você fixa o arranjo antes de o número de vagas virar compromisso.

O que o programa confere

O que ele não confere

Ventilação de garagem enclausurada e exigências do corpo de bombeiros (são Instruções Técnicas estaduais, não norma ABNT), saída de emergência do nível de garagem, raio de giro e trajetória de manobra entre as vagas, e a geometria da rampa em hélice. Duas variações de implantação também ficam de fora: garagem em pavimento intermediário (no 2º ou 3º andar, com o uso acima), porque os níveis de garagem entram abaixo do térreo ou no pilotis; e o estacionamento no lote fora da projeção do prédio, que o comparador de layouts dimensiona e demarca na planta, mas que não vira nível nem entra no dimensionamento da estrutura. Com mais de um subsolo, rebaixamento de lençol freático, contenção em níveis e ventilação mecânica são do projeto executivo — o programa avisa. A lista completa está na própria tela, dentro de 🔎 Compatibilização.

12. Varanda, guarda-corpo e claraboia

Varanda e varanda gourmet

Um cômodo chamado Varanda, Sacada ou Terraço ganha automaticamente o guarda-corpo nas arestas que dão para fora — as que não encostam em outro cômodo. Clique nele e o painel da direita traz três campos:

Há ainda a caixa plano avançado (§4.4.2.4), para o guarda-corpo que fica à frente da borda da laje em vez de alinhado a ela. Marcando-a, abrem-se dois números que a norma limita: o avanço, de no máximo 5 cm, e a abertura inferior entre o elemento mais baixo e a borda do pavimento, por onde o gabarito esférico de 9 cm da NBR 14718 não pode passar. Uma abertura de 12 cm reprova o pavimento; 6 cm passa. Desmarcada a caixa, a cláusula não se aplica e o programa não pergunta nada — não existe “avanço” num guarda-corpo alinhado à borda.

Sem escolher, o programa deduz pelo nome — “Varanda gourmet” já vem com os equipamentos e com balaústres. A escolha explícita sempre vence o nome.

Sobre a mureta de alvenaria: a NBR 14718 §4.4.1.2 admite uma altura menor (0,90 m até a face superior) quando a mureta tem espaço interno de no máximo 0,10 m. O programa não aplica essa alternativa, porque o modelo não representa esse espaço — ele adota 1,10 m, que é o lado seguro, e diz isso na memória de cálculo.

O guarda-corpo só nasce onde há queda a proteger: numa varanda de térreo, sem desnível, ele não é gerado nem cobrado.

Onde ficam os controles do telhado

Tudo que define a forma do telhado está na Arquitetura: 🏠 Telhado livre (água) para desenhar água por água, 🏘️ Telhado pronto (catálogo) para escolher uma das formas prontas, e 🏠 Cobertura (telha, beiral, platibanda) para a configuração — forma, material da telha, inclinação, beiral, calha, testeira, platibanda e solar.

O madeiramento — o dimensionamento peça a peça pela NBR 7190 — fica na Estrutural, em aba própria 🪵 Madeiramento, porque é dimensionamento e não forma. Ele lê a forma definida na Arquitetura: mudou o telhado ali, o madeiramento acompanha.

Telhado escalonado

No telhado escalonado o corpo da frente fica mais baixo que o dos fundos, e o degrau é medido em fração de pavimento, não em metros fixos: “Escalonado” desce meio pavimento e “Escalonado com desnível de pavimento” desce um pavimento inteiro. Assim o degrau acompanha o pé-direito do seu projeto.

Se o degrau pedido não couber — numa casa térrea, um pavimento inteiro deixaria o corpo da frente abaixo do nível do chão —, o programa reduz o degrau até o limite que cabe e diz isso, com o valor pedido, o entregue e a altura do prédio. Para o degrau cheio, o projeto precisa de mais um pavimento.

Formas com dois níveis: lanternim, mansarda e gambrel

Nas formas em que um corpo mais alto fica dentro da planta do telhado — o monitor do lanternim, a copa da mansarda e do gambrel —, o telhado de baixo é interrompido sob esse corpo. É o que acontece na obra: ali não há telha, há a parede do lanternim e o rufo. O quantitativo e o orçamento seguem a mesma geometria, então a telha é contada uma vez só.

Isso é diferente da saia de pavimento recuado: ela fica fora da planta do telhado principal e permanece inteira, porque os dois cobrem áreas distintas.

Telhado pronto do catálogo e a platibanda

Ao escolher um telhado pronto do catálogo, ele substitui o telhado desenhado anterior e se adequa à planta. Se o projeto estava configurado com platibanda — o murinho de arremate no perímetro — e você escolhe um telhado aparente (águas, tacaniça, piramidal, mansarda…), o programa desliga a platibanda e diz isso na mensagem, com a altura que ela tinha. O motivo é físico: o murinho ficaria em volta do telhado de águas, e o modelo passaria a afirmar duas coberturas ao mesmo tempo.

Se o que você quer é o telhado escondido atrás da platibanda, escolha um tipo da família Plana / escondida — nesses, a platibanda é mantida, porque é a razão de ser do tipo. E se quiser o murinho de volta sobre um telhado aparente, é só religar a platibanda no painel de cobertura; Ctrl+Z desfaz tudo.

Para onde vai a água da chuva

No painel 🌧 Águas pluviais há o campo destino: sarjeta, rede pública de pluviais, infiltração no lote, reservatório de reúso — ou os dois que o programa reprova, rede de esgoto e lançamento sobre a calçada. O sistema separador absoluto proíbe levar chuva à rede de esgoto: além de sobrecarregar o tratamento, faz refluxo nos aparelhos justamente durante a chuva. Lançar sobre a calçada é proibido pelos códigos municipais — vira lâmina d'água e risco de queda.

Enquanto o destino não é declarado, o programa pede a declaração em vez de supor que está certo: supor “vai para a sarjeta” aprovaria em silêncio justamente o erro que a verificação existe para pegar. Declarando reúso, ele passa a cobrar o descarte da primeira chuva, o reservatório exclusivo identificado como não potável e a rede separada da potável.

Claraboia

Claraboia é abertura de iluminação zenital — entra luz pelo teto. Marque a caixa claraboia no painel do cômodo e escolha:

Os campos L, P e un definem a área de abertura. Essa área conta na iluminação natural do ambiente: um cômodo interno, sem parede externa, deixa de ser reprovado por falta de janela se a claraboia der conta de 1/8 da área do piso, e o aviso diz quanto da área veio dela. Ela também entra no orçamento por metro quadrado.

Se o fechamento for em vidro, o programa cobra o que a NBR 7199:2025 §4.5 exige, e que não é escolha do projetista: laminado de segurança com o lado interno classe 1 — o vidro que, ao quebrar, não cai sobre quem está embaixo. A norma nomeia claraboias junto de coberturas e marquises. Domo de acrílico e chapa alveolar não são vidro e não caem nessa exigência.

A claraboia só é oferecida no pavimento que fica sob a cobertura: o modelo não representa poço de luz atravessando andares. E o programa não aplica fator de eficiência da luz zenital — a área entra um por um, embora a luz pelo teto renda mais que a lateral de mesma área. É o lado conservador: nunca aprova por causa de um bônus que o município pode não conceder. Estanqueidade, rufos e a sobrecarga da abertura na laje também ficam fora.

13. Aba 🏗 Estrutural

A ferramenta central

🏗️ Estrutura (barra da esquerda) liga o lançamento automático: pilares nos cantos, vigas nas paredes, fundações. Com ela ligada, a planta mostra pilares e vigas, o clique num pilar ou numa viga abre a peça (seção, remover, restaurar, testar na bancada, punção), e o painel da direita tem seis abas: 🏗 Pré-dim (pilares, vigas, seção típica, balanços de viga e de laje), 🏠 Cobertura (forma, telha, inclinação, beiral, madeiramento NBR 7190 peça a peça, solar), 🦶 Fundação (sapata, estaca, radier, baldrame dimensionados do esforço real de cada pilar, com σ admissível declarado), 🅿️ Garagem (subsolo, pilotis, ambos — ver o capítulo de garagem), 💧 Reservatório (automático, só superior, superior + cisterna, sem reservatório) e 🌬 Ações/FEM (vento NBR 6123, sismo NBR 15421, estabilidade, P-Δ, espectro de resposta e o botão 🧮 Análise FEM).

Na laje, além da flexão (armadura positiva, negativa e de distribuição), o programa verifica a força cortante sem armadura transversal (NBR 6118 §19.4.1): a reação de apoio sai das charneiras a 45° e é comparada com o cortante resistente da laje. O par VSd ≤ VRd1 sai impresso na prancha mesmo quando passa com folga — em laje maciça sobre vigas essa verificação quase nunca é a que manda, e é exatamente por isso que ela precisa estar escrita: quem assina precisa do número, não da omissão. A prancha traz junto τRd, k e ρ₁, e registra que σcp é zero porque o programa não modela protensão na laje.

🧮 Analisar

O painel agora acusa quando o pórtico reprova

A 🧮 Análise FEM sempre verificou o equilíbrio global, o deslocamento no topo (H/1700), o γz e a flecha das vigas (L/250). Até agora esses vereditos apareciam como ✔/✘ apenas dentro do memorial: um projeto com o drift estourado mostrava ✘ enterrado no documento e a aba ⚠ Conformidade ficava limpa.

Agora eles viram apontamento no painel — EST-001 a EST-006 — com o valor medido, o limite e o que fazer.

⚠️ Só depois de rodar a Análise FEM. Sem ela o painel não diz nada sobre estrutura, de propósito: “não verificado” é diferente de “está certo”, e afirmar aprovação sem ter analisado seria o pior desfecho. A régua 🏗️ O que a estrutura confere mostra os 23 checks e em qual coluna cada um cai.

O EST-001 (equilíbrio) é o único que invalida o resto: se a soma das reações não fecha com a carga, nenhum esforço daquele modelo vale — conserte o lançamento antes de olhar qualquer outro número.

De onde vêm os coeficientes das combinações

As cinco combinações são 1,4G+1,4Q, 1,4G+1,4Q±0,84W (nas duas direções), 1,0G+1,4W e a de serviço G+0,3Q. Nenhum desses números é escolha do programa:

A NBR 8681:2025 é a norma geral de ações e segurança; para concreto quem dá os valores-base é a NBR 6118 (§11.7), e é dela que o programa lê. Ambas estão no painel 📖 Normas, com cláusula e página.

⚠️ A NBR 8681:2003 foi cancelada em 24/09/2025 e substituída pela de 2025. Se você tem laudo ou projeto antigo citando a de 2003, é a norma daquela época que o julga — a aba de vigência registra as duas.

🏗 Dimensionar · 📃 Entregar · 📚 Catálogo

Os guias Pilar, Sem laje e aberturas e Caixa d'água detalham os pontos que mais geram dúvida.

14. Por onde a carga desce: laje, viga, pilar

A carga da laje não se distribui igualmente entre as vigas que a apoiam: cada viga recebe a parcela que a geometria manda. O total fechava, a repartição não: numa casa de referência, a viga mais subcarregada recebia 42% do que deveria e a mais sobrecarregada, 164%. E havia um problema pior: o pré-dimensionamento repartia por proximidade (Voronoi) e o pórtico por metro de viga, então o mesmo pilar tinha carga diferente conforme a tela que você abrisse — variação de 0,33 a 2,05 vezes.

Como funciona agora

O que o programa te conta

No painel do 🧮 FEM aparece o método e, se houver, quanto de parede ficou sem viga por baixo — a única parcela que ainda precisa ser rateada, porque não tem caminho estrutural direto. Numa casa térrea típica isso costuma ser a divisória interna: 62 kN de 337, ou 18%. Lançar uma viga sob essas paredes faz o modelo seguir o caminho real, e o aviso desaparece.

No memorial, a seção 3.1 declara o caminho inteiro e a parcela sem viga, para quem for conferir o cálculo.

O que isso significa na sua viga

A carga total do pavimento é a mesma — o peso do edifício não depende de como se distribui. O que a distribuição por charneiras define é onde ela cai: viga que recebe um triângulo estreito da laje carrega menos que a viga do lado maior do painel, e isso aparece no momento, na flecha e na carga que chega a cada pilar. Ao conferir um pré-dimensionamento à mão, use a mesma regra da norma.

Limite declarado

Todo apoio é tratado como do mesmo tipo (45°). O ângulo de 60°, que a norma prevê quando um lado é engastado e o outro simplesmente apoiado, exigiria decidir engaste painel a painel — isso é análise de laje, e o programa se declara estudo preliminar. A hipótese sai escrita no resultado.

15. Pilar: mudar a seção (b×h), pilar de 14 cm na parede, girar

  1. Na disciplina 🏗 Estrutural, ligue a ferramenta 🏗️ Estrutura (barra da esquerda). Os pilares aparecem na planta como retângulos marrons.
  2. Clique em cima do pilar na planta 2D. Abre o painel 🏛 Pilar com b (medida ao longo de X, horizontal na planta) e h (ao longo de Y).
  3. Para deixar o pilar na espessura da parede e mais comprido, digite 14 num campo e o comprimento no outro (por exemplo 14 × 40). Se o lado maior ficou no eixo errado, clique em ↔ girar 90°.

A seção real vai para o cálculo (o FEM monta a inércia de cada eixo), para a planta, para a prancha de fôrmas, para o DXF, para o IFC, para o orçamento e para o memorial. Rode a 🧮 Análise FEM de novo depois de mudar.

Norma

A NBR 6118 §13.2.3 pede 19 cm de dimensão mínima. Entre 14 e 19 cm o pilar é permitido, mas os esforços de cálculo são majorados por γn = 1,95 − 0,05·b (14 cm → 1,25) e a área precisa ficar em pelo menos 360 cm². O painel aplica e declara o γn; um 14 × 25 (350 cm²) reprova pela área, um 14 × 30 passa. A verificação de cada pilar mostra essas duas checagens.

16. Casa sem laje e aberturas na laje (o que entra no cálculo)

Se a construção não vai ter laje de teto (forro leve, telhado apoiado direto nas paredes), declare isso no pavimento: na barra do pavimento, ao lado da espessura da laje, escolha 🚫 Sem laje (forro / cobertura nas paredes). A escolha vale para o pavimento selecionado na aba.

O que muda: a laje some do 3D, dos cortes e do IFC; o cálculo estrutural deixa de aplicar o peso da laje e a carga de uso nesse nível (telhado e caixa d'água continuam, porque são da cobertura); o orçamento perde o concreto e o aço dessa laje; a prancha estrutural escreve "sem laje de teto" no lugar do detalhamento; o memorial declara a escolha. Rode o 🧮 Análise FEM de novo depois de mudar.

Laje em balanço (sacada, beiral). Quando um cômodo de um pavimento fica fora do apoio do pavimento de baixo (sacada) ou a laje de cobertura avança em beiral, o painel 🏗 Pré-dim mostra a linha 🪜 laje(s) em balanço com o balanço estimado, a espessura, o momento de cálculo, a armadura negativa na raiz e a flecha. A NBR 6118 exige 10 cm de espessura mínima em balanço (§13.2.4.1) e, abaixo de 19 cm, majora os esforços por γn = 1,95 − 0,05·h (Tabela 13.2; 12 cm → 1,35). O memorial repete a conta. É um estudo preliminar com inércia bruta: ancoragem da negativa e contraflecha ficam com o executivo.

Abertura ≠ sem laje

🕳 Abertura na laje fura o piso do pavimento onde você desenha (e, portanto, o teto do pavimento de baixo). Serve para shaft, duto, poço de luz e escada. O cálculo desconta a área do furo no peso e na carga de uso desse nível, e a prancha não detalha um painel que está todo aberto.

Furar todos os cômodos do térreo não tira a laje de teto de uma casa térrea: o piso do térreo não é a laje de cobertura. Para isso, use 🚫 Sem laje.

17. A caixa d'água no 3D (o bloco azul sobre o telhado)

O bloco azul que aparece sobre o telhado não é chaminé: é a caixa d'água. O aplicativo dimensiona o reservatório sozinho (NBR 5626) a partir dos cômodos que você nomeou como banheiro, lavabo, cozinha, copa, área de serviço ou lavanderia, e desenha a caixa sobre o primeiro banheiro. O peso da caixa cheia entra no cálculo estrutural — por isso ela faz parte do modelo, e não é enfeite.

Clique na caixa no 3D: abre o painel 💧 Reservatório (disciplina 🏗 Estrutural → ferramenta 🏗️ Estrutura), com o volume, o peso e as opções. Com 📏 Cotas ligado, o 3D mostra o rótulo da caixa com volume e peso.

Tirar a caixa do modelo

  1. Clique na caixa no 3D — ou abra 🏗 Estrutural🏗️ Estrutura → aba 💧 Reservatório.
  2. No seletor de modo, escolha Sem reservatório no modelo (rede direta / caixa fora da estrutura). A caixa some do 3D na hora.
O que muda

A caixa sai do 3D, do cálculo estrutural (o peso no topo deixa de existir), do orçamento e do memorial, e o painel registra a escolha. A hidráulica dos cômodos continua igual. Atenção: sem caixa no modelo, a pressão nos pontos de água passa a depender da rede pública e não é verificada pelo aplicativo — a simulação hidráulica avisa isso.

Os outros modos: Automático (casa: só superior; prédio: superior + cisterna), Só superior e Superior + cisterna inferior. O campo reserva N dia(s) muda o volume e o peso da caixa.

Onde a caixa fica: no forro ou sobre o telhado

Escolha do projetista

No painel 💧 Reservatório há o seletor de posição. Ele decide o que a obra vai ter de fazer:

O abrigo entra no orçamento como alvenaria, revestimento nas duas faces, pintura e a tampa em concreto, com as quantidades calculadas do tamanho real do conjunto. A caixa continua apoiada na laje: o abrigo é fechamento, não apoio.

Que caixa o aplicativo escolhe

Volume × forma

O volume vem da NBR 5626 — população estimada pelos dormitórios, 150 L por pessoa por dia, multiplicado pelos dias de reserva. A forma vem de um catálogo de caixas de polietileno comerciais: diâmetro e altura nominais, não um cubo. É por isso que o painel pode responder 2 × 1000 L em vez de 1 × 2000 L — duas caixas mais baixas cabem no forro onde uma alta não cabe, e o painel diz exatamente esse motivo quando divide o conjunto.

As medidas do catálogo são nominais e variam com a marca: confira o modelo especificado no catálogo do fabricante. Divergindo, declare as medidas reais e o aplicativo passa a verificar por elas.

Reservatórios acima do maior conjunto comercial são de alvenaria ou concreto, com projeto estrutural próprio — o aplicativo avisa e não tenta dimensionar a casa de máquinas.

18. Aba ⚡ Elétrica

O que o programa confere, por disciplina — o número honesto

O painel ⚠ Conformidade traz uma régua por disciplina. Cada uma separa os checks em três colunas, e a diferença entre elas é dado do produto, não detalhe:

Hoje: arquitetura 20/22 · estrutura 6/23 · hidrossanitário 3/23 · elétrica 8/24 · telecom 5/9 · terreno/infra 1/20. Vinte e quatro checks do catálogo não são verificados por motor nenhum — e estão nomeados nas réguas, um a um.

Um painel limpo sem essa lista convidaria à leitura errada. O programa prefere dizer o que não olhou.

⚠️ Nove exigências de terreno e infraestrutura que o programa NÃO confere

Iluminação de emergência. A NBR 10898:2023 foi lida, e o aviso passou a trazer os números em vez de só dizer que o sistema é obrigatório. Quem obriga continua sendo a Instrução Técnica estadual do corpo de bombeiros, que prevalece e varia por estado, ocupação e altura — a norma dá o método. Dela vêm: autonomia mínima de 2 h (§4.9 — não a 1 h que muita gente lembra), funcionamento sem intervenção do usuário, 3 lx no piso em corredores, halls e locais de refúgio sem obstáculos, e 5 lx nas escadas, nas mudanças de nível, nos postos de primeiros socorros e junto aos equipamentos de combate a incêndio. O aviso conta as escadas do seu projeto e lembra que cada lance precisa de luz direta, com ênfase nos degraus superior e inferior. O nível vale independentemente da cor da parede, do teto e do leiaute; na dúvida, mede-se com luxímetro ao nível do piso. O programa não faz o cálculo luminotécnico de emergência: não define número de blocos, espaçamento nem fluxo luminoso.

Fotovoltaico. A NBR 16690:2019 foi lida, e o aviso do sistema mudou em três pontos. O DPS não é incondicional: para cabo principal longo (acima de cerca de 50 m) a norma diz “convém”, e aceita como alternativa conduto metálico aterrado, cabo diretamente enterrado ou proteção mecânica com blindagem — cobrar uma peça que a norma não exige é tão errado quanto deixar de cobrar a que ela exige. O “seccionamento sob carga” estava invertido: o §6.5 oferece quatro meios de isolar o inversor de todos os polos do arranjo, e um deles é justamente um dispositivo operável só com ferramenta e marcado “Não desligar sob carga”. E o que faltava: o memorial da análise de risco conforme a NBR 5419-2 deve fazer parte da documentação do projeto (§6.2.6) — o programa passou a pedir esse documento, sem fingir que o calcula. A identificação de geração própria no padrão e a homologação do inversor continuam citadas, mas agora como exigências da distribuidora e do PRODIST/ANEEL, não da norma.

Fundação e prova de carga. A NBR 6122:2022 foi lida no texto oficial. Duas coisas passaram a aparecer no projeto. A primeira: a contagem de furos de sondagem (2 furos até 200 m², 3 até 400 m², mais 1 a cada 200 m²) é da NBR 8036 — a 6122 §4.3 é quem torna a investigação obrigatória e remete a programação à 8036; o apontamento agora diz isso. A segunda: ao dimensionar estacas, o programa avisa quando a prova de carga se torna obrigatória (Tabela 6), o que acontece a partir do número de estacas da obra (50 a 100, conforme o tipo) ou da tensão de trabalho. O aviso traz o mínimo exigido — 1 % das estacas, nunca menos que uma — e diz o outro lado da conta: com duas provas executadas na fase de projeto, a Tabela 1 permite baixar o fator de segurança global de 3,0 para 2,0, e o ensaio costuma se pagar.

Talude e muro de arrimo. A NBR 11682:2009 foi lida no texto oficial, e a leitura mudou o que o programa afirma. As inclinações de referência 1V:1,5H em corte e 1V:2H em aterro, e o limite de 1,50 m de altura para exigir canaleta de crista e de pé, não estão nessa norma — são prática de projeto (manuais rodoviários e códigos municipais), e os apontamentos passaram a dizer isso. O que a norma fixa é o fator de segurança mínimo, que não é um número só: vai de 1,2 a 1,5 conforme dois níveis de risco (danos a vidas humanas e danos materiais/ambientais, Tabelas 1 a 3), e sobe mais 10 % quando os ensaios geotécnicos têm grande variabilidade. Para muro de contenção há régua própria (Tabela 4): tombamento 2,0, deslizamento na base 1,5 e capacidade de carga da fundação 3,0 — e é essa que o dimensionamento do arrimo usa.

É a disciplina com a menor cobertura: 1 dos 20 checks vira apontamento, 10 são aplicados ao dimensionar (talude, camadas de aterro, corte × aterro, barbacãs do arrimo, Método Racional, Manning, permeabilidade, calçada, pavimento, GLP) e 9 ninguém confere:

⚠️ Sete exigências hidrossanitárias que o programa NÃO confere

O catálogo hidrossanitário tem 23 checks. 3 viram apontamento no painel, 13 são aplicados ao dimensionar (declividade, DN da bacia, caixa de inspeção, pressão, reserva, calhas, fossa, colisão) — e 7 ninguém confere. Estes você precisa verificar à mão:

A régua 🚿 O que o hidrossanitário confere, em ⚠ Conformidade, mostra as três colunas a qualquer momento.

DPS: quando a norma exige, e o que o programa faz

O programa especifica DPS na entrada do quadro em todo projeto. Isso é adoção conservadora declarada, não exigência automática: a NBR 5410 §5.4.2.1.1 condiciona o DPS a (a) instalação com linha total ou parcialmente aérea e região AQ2 — mais de 25 dias de trovoadas por ano — ou (b) região AQ3.

O programa não sabe se a sua alimentação é aérea nem quantos dias de trovoada tem a região, então especifica do lado seguro e escreve o critério junto, para você enquadrar. A dispensa que a norma admite é estreita: só quando a consequência for estritamente material e o risco for calculado e assumido — nunca havendo risco à segurança ou à saúde das pessoas.

A localização não é "no quadro" por acaso (§6.3.5.2.1): é junto ao ponto de entrada da linha na edificação, ou no quadro principal mais próximo dele.

⚠️ A quantidade (vivos + neutro contra o PE) e a classe são arranjo de prática e catálogo de fabricante — a NBR 5410 não os tabela.

⚠️ Linha de sinal também exige proteção — e o programa não a lança

A NBR 5410 §5.4.2.2.1 exige proteção contra surtos em toda linha externa de sinal: telefonia, dados, vídeo, antena externa e ligação com edificação vizinha — nos pontos de entrada e saída da edificação, no DG junto ao BEP ou no BEL mais próximo (§6.3.5.3.1).

O programa não lança nem verifica esse DPS. O check TEL-009 existe para declarar a exigência: é requisito de telecom escrito na norma de elétrica, o tipo de coisa que se perde entre duas disciplinas.

SPDA: o programa lembra da análise, não decide por você

Quando o projeto é de prédio ou galpão e não tem SPDA lançado, o painel avisa. Mas leia o aviso pelo que ele diz: a ABNT NBR 5419-2:2026 §5.4 decide a necessidade de SPDA por análise de risco — compara-se o risco calculado R com o risco tolerável RT e, se R > RT, medidas de proteção devem ser adotadas (§5.4.4). Os valores típicos de RT estão na Tabela 4 (§5.3): 10⁻⁵ por ano para perda de vida humana e 10⁻⁴ para patrimônio cultural — e a autoridade com jurisdição local tem prioridade na definição desse limite.

Ou seja: porte de edificação não é o critério. Uma residência pode exigir SPDA e um galpão isolado pode não exigir — quem decide é o cálculo, que depende da densidade de descargas atmosféricas da região, das dimensões, do uso e do conteúdo.

Este programa não faz essa análise e por isso não conclui nada: o aviso existe para lembrar que ela é devida. Também ficam de fora o nível de proteção, o método de captação e as medidas contra surtos — Partes 1, 3 e 4 da norma, que não foram lidas.

A edição vigente das quatro partes é 2026 (a Parte 2 é a segunda edição, de 10.03.2026, versão corrigida em 02.04.2026). A de 2015 está superada.

⚠️ Não existe norma ABNT vigente de simbologia elétrica

A planta elétrica que o programa emite usa a simbologia convencional de projeto elétrico predial. Ela vem da ABNT NBR 5444:1989, que foi cancelada sem substituição em 10/11/2014 — não há norma ABNT em vigor sobre símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.

Por isso a prancha não credita a simbologia a norma nenhuma: diz que é convenção de mercado e informa o cancelamento. Se o seu cliente ou a prefeitura exigir uma simbologia específica, é ela que vale.

O que o painel confere de elétrica — e o que não confere

O catálogo elétrico tem 24 checks normativos, e eles não são todos da mesma natureza. Abrindo ⚠ Conformidade → ⚡ O que a elétrica confere, o programa mostra as três colunas:

Um painel limpo sem essa lista convidaria à leitura errada. O programa prefere dizer o que não olhou.

A seção do cabo precisa COORDENAR com o disjuntor

A NBR 5410 §5.3.4.1 a) exige IB ≤ In ≤ Iz: a corrente de projeto, o disjuntor e a capacidade do cabo, nessa ordem. A série comercial de disjuntores é discreta (10, 16, 20, 25, 32, 40, 50, 63 A), e existem faixas em que nenhum degrau cai entre a corrente do circuito e a capacidade do cabo. Quando isso acontece, a solução é subir a seção do cabo — é o que o programa faz.

O check ELE-010 acusa qualquer circuito que fique sem disjuntor coordenado. Se você editar seções ou disjuntores à mão, é ele que avisa.

Circuito exclusivo e circuito independente são coisas diferentes

ELE-024 — §9.5.3.2: as tomadas de cozinha, copa, área de serviço e lavanderia ficam em circuitos exclusivamente destinados a elas. Um circuito que misture uma tomada da cozinha com tomadas da sala reprova. A norma nomeia esses locais e não o banheiro.

ELE-006 — §9.5.3.1: todo ponto com corrente acima de 10 A constitui circuito independente. A régua é a corrente, não o nome do aparelho: 1500 VA passa de 10 A em 127 V e não passa em 220 V.

Os dois valem para o projeto como ele está, inclusive depois de você mover pontos entre circuitos à mão — não é uma marca que o gerador deixa, é uma verificação do desenho.

Dois limites da NBR 5410 §6.2.11.1.6 que o programa confere

Ocupação do eletroduto (alínea a): 53% com um condutor, 31% com dois e 40% com três ou mais. São três taxas e não uma — dois condutores num eletroduto dimensionado a 40% podem exigir um diâmetro abaixo do que a norma admite.

Trecho contínuo sem caixa de passagem (alínea b, check ELE-023): 15 m em trecho interno e 30 m em externo, reduzidos em 3 m por curva de 90°. O limite não é de corrente nem de seção: é de puxamento — o cabo é enfiado depois, e trecho longo demais não passa. Por isso o conserto é abrir uma caixa de passagem no meio, nunca aumentar o eletroduto.

O limite vale para o trecho entre duas caixas, não para o comprimento do circuito: cada tomada e cada interruptor já é uma caixa. Uma casa térrea comum não dispara este aviso; ele aparece em vãos longos, garagens e pavimentos corridos.

Telecom agora é conferido no painel

Até agora as normas de telecom só dimensionavam as folhas; nenhum apontamento chegava a ⚠ Conformidade. Agora há 8 checks (TEL-001 a TEL-008), e a régua 📡 O que o telecom confere mostra quais rodam.

⚠️ A NBR 14565 é norma de edifício comercial e não cobre residência: os checks que dependem dela só falam quando o uso do projeto é comercial.

⚠️ A área de 81 m² por detector vale nas condições de cobertura plena da NBR 17240 — ambiente livre, pé-direito até 8 m, teto plano ou com vigas de até 0,20 m. Fora delas a área por detector reduz, e o programa não calcula essa redução: o aviso diz isso em vez de aprovar calado.

19. Aba 🚿 Hidráulica

A caixa d'água que aparece no 3D é dimensionada aqui e no painel 💧 Reservatório da Estrutural: veja o capítulo da caixa d'água.

20. Aba 🚽 Esgoto

21. Planta elétrica e isométrico de água: onde estão

Planta elétrica. Na disciplina ⚡ Elétrica, lance os pontos e circuitos (ou use "gerar elétrica automática") e clique em 📄 Folhas (planta elétrica + quadro). O documento abre com a planta elétrica na primeira página: os pontos com simbologia (luz no teto, tomada baixa/média, TUE, interruptor, chuveiro, quadro), o número do circuito ao lado de cada ponto, os eletrodutos na cor do circuito com "C n Ø" (número e diâmetro em mm), legenda e a tabela dos circuitos. Depois vêm o quadro de cargas, o diagrama multifilar e a lista de materiais.

Para ver o caminho dos eletrodutos na tela, sem gerar documento, use 🧵 Eletrodutos e ligue "desenhar as rotas dos eletrodutos no 2D/3D".

Isométrico de água fria (e quente). Na disciplina 🚿 Hidráulica, lance os aparelhos e os ramais e clique em 📄 Folhas (isométrico + coluna). O documento traz o quadro de ramais, o esquema vertical da coluna e o isométrico: reservatório, coluna na prumada, ramais a 2,20 m do piso pelo percurso de cada ramal (o traçado manual, quando você desenhou; senão o automático), descidas até a altura de cada aparelho, DN da coluna e dos ramais. Água quente sai em vermelho tracejado.

É um isométrico de estudo: registros, conexões e cotas do executivo ficam com o projeto hidráulico, e o desenho diz isso no rodapé.

Traçado ortogonal

Por padrão, as rotas automáticas ligam os pontos em linha reta (e cruzam cômodos em diagonal). Para trechos em L, paralelos às paredes, ligue ↳ traçado ortogonal (pelas paredes) no painel 🧵 Eletrodutos ou no painel 🩹 Tubulação. É uma opção do projeto e vale de uma vez para eletrodutos, água e esgoto: o desenho, a planta elétrica, o isométrico, o IFC e as metragens de cabo e tubo passam a usar o traçado em L, com o cotovelo que cruza menos paredes. Rotas que você desenhou à mão não mudam.

22. Plantas hidráulica, de esgoto e de telecom

As folhas de instalações abrem com a planta da disciplina por pavimento — o desenho que vai para a obra, sobre a mesma planta cotada da arquitetura. Nada é recalculado para desenhar: os símbolos vêm dos pontos que você lançou, os diâmetros e declividades vêm dos quadros já calculados, e as rotas são as mesmas do 2D (cadeia ponto a ponto ou ↳ traçado ortogonal, quando ligado).

Como gerar

  1. Lance os pontos da disciplina (ou use “gerar … automática”) e os ramais/circuitos.
  2. Hidráulica → 📄 Folhas (isométrico + coluna); Esgoto → 📄 Folhas (planta + queda + pluvial); Elétrica → 📡 Folhas de telecom. A folha abre numa aba com o botão 🖨️ Imprimir / salvar PDF.
  3. Sem pontos lançados a seção diz o que falta em vez de sair em branco (a folha de telecom recusa e orienta).

O que cada planta mostra

PlantaSímbolosRótulos e fontes
Hidráulica (água fria e quente)Aparelho = círculo com sigla (LV lavatório, VS vaso, CH chuveiro, PI pia, TQ tanque, ML máquina, BD bidê, TJ torneira de jardim) na cor do ramal; ramal frio azul cheio, ramal quente vermelho tracejado; coluna AF na prumada.“nome DN” por ramal e “coluna DN” pelo método dos pesos (NBR 5626 — quadro de ramais). Legenda com contagem e quadro com Σpesos, Q, DN e comprimento.
Esgoto, ventilação e pluvialPonto = círculo com sigla (VS, LV, CH, PI, TQ, ML, BD, MI; ralo = círculo com X); ramal marrom com seta no sentido do tubo de queda; TQ na base da coluna; CI (caixa de inspeção) ao lado da base, no térreo; CV = coluna de ventilação; AP = condutor pluvial.“DN · i%” por ramal e “nome DN” por tubo de queda, ambos da NBR 8160 (quadro de ramais e ΣUHC). Cozinha na rede gera o aviso de caixa de gordura.
Telecom, dados e alarmeR ponto de rede, TV, C câmera (triângulo), F detector de fumaça (com o círculo de cobertura de 6,30 m — NBR 17240), A acionador, RK rack, CA central de alarme, CI interfonia; cabos tracejados em estrela até o rack/central (UTP azul, coaxial roxo, alarme laranja; vermelho quando passa dos 90 m do canal permanente — NBR 14565).Quadro de pontos por pavimento; cabos por família com metros e quantos excedem; equipamentos em duas colunas — lançado na planta e por critério da NBR (1 ponto por ambiente de permanência, câmera por ~120 m², detector por 81 m²) — e a diferença declarada (“faltam 1”, “2 a mais”).
Limites declarados

A posição da caixa de inspeção é indicativa (a NBR 8160 pede CI na base do tubo de queda e nas mudanças de direção); registros, conexões, caixas de passagem, caixa de gordura, cotas de fundo, perfil do coletor e certificação da rede de dados são do projeto executivo. As rotas são estimativas de infraestrutura, não o caminho fino da obra.

No memorial (Início → 📄 Memorial), a seção 2.6 passa a declarar também água quente, águas pluviais, telecom (lançado × critério) e irrigação, quando o projeto tem esses dados.

23. Coletor predial: caixas de inspeção e cotas de fundo

O programa posiciona cada dispositivo, calcula a cota de fundo de cada trecho e desenha o perfil longitudinal — que é o que a própria NBR 8160 pede na documentação básica (§4.5: planta do pavimento inferior com o coletor, os dispositivos de inspeção e as cotas do lançamento).

Onde ver

As regras que o programa aplica (NBR 8160:1999)

RegraCláusulaO que o programa faz
Caixa na base de cada tubo de queda§4.2.6.2Uma caixa por prumada, ao lado dela
No máximo 25,00 m entre dispositivos de inspeção§4.2.6.2 a)Insere caixas intermediárias e diz por quê
No máximo 15,00 m da ligação pública ao dispositivo mais próximo§4.2.6.2 b)Reserva o último intervalo em 15 m
Em prédio com mais de dois pavimentos, caixa a pelo menos 2,00 m do tubo de queda§4.2.6.2Afasta a caixa automaticamente
Caixa de inspeção tem profundidade máxima de 1,00 m§5.1.5.3Passando disso, a peça vira poço de visita (1,10 m de lado, com degraus) e é marcada em vermelho
Coletor predial com diâmetro mínimo DN 100, dimensionado pela Tabela 7§5.1.4.1Corrigido em 04/09: antes o coletor usava a tabela do tubo de queda e podia sair DN 75

O que é hipótese (e aparece escrito na folha)

24. Abas de apoio: Drone, IFC/DXF, Projeto, Biblioteca, Automação, Perícia, Detalhes e Parâmetros

📡 Drone / levantamento

Novo levantamento: foto ou vídeo aéreo vira lote, construção e telhado editáveis por IA (rascunho para refinar), ou envie uma nuvem de pontos .laz (LiDAR, scanner, drone laser) para visualizar com medição, sobrepor ao modelo e transformar em paredes e cômodos (scan-to-BIM). Os levantamentos ficam listados e podem ser apagados do servidor.

📐 IFC, DXF e coordenação

Importar / converter IFC (Revit, ArchiCAD; nível 3 via IfcOpenShell na nuvem), Referência do modelo (sobrepor um IFC de consultor), Exportar modelo em IFC, Importar planta CAD (.dxf) (linhas, polilinhas, círculos e arcos viram traços; “derivar cômodos” fecha os ambientes) e Exportar planta para CAD (.dxf). Clash federado cruza todas as disciplinas no 3D e lista colisões e folgas insuficientes.

🗂 Projeto (nuvem e equipe)

Salvar e abrir na nuvem, versões com hash, trava de edição (check-out) quando há mais de um membro, publicação assinada, revisões (enviar para revisão, caixa do revisor com veredito), equipe do escritório com papéis e titular por disciplina, apontamentos (novo, exportar/importar .bcfzip, enviar e puxar do BIMcollab), vistas salvas, cronograma 4D e a lixeira.

🧰 Biblioteca

Mobiliário e elementos por cômodo (clique e depois clique na planta), elementos externos (no terreno) e tipologias estruturais paramétricas calculáveis (pórtico, treliça, torre, silo, reservatório elevado…).

🤖 Automação

Console de automação e Referência da API (o mesmo BIM que o assistente usa: criar cômodos, pavimentos, circuitos, rodar FEM, exportar), 🎬 Renderizar e baixar PNG em alta resolução, 🥽 Entrar em VR / 📱 AR (WebXR) e Criar por IA: o assistente monta e edita o projeto por texto, com créditos por conta.

🔍 Perícia

Registro de anomalias com evolução (também numa página instalável no celular, sem internet, com importação do .json de campo), classificação por origem e natureza (NBR 13752:2024 §7.2.2-e), quesitos, comparação as-built × as-designed a partir de nuvem de pontos, fila de análises em nuvem (time-history), minuta do laudo pericial e laudo de inspeção predial com as normas da época.

📐 Detalhes e 🎚 Parâmetros

Detalhes: componentes de detalhe nos cortes (dimensão de obra, na escala da vista), keynotes amarrados ao orçamento (divergência denunciada), linework (linha, região, máscara) e 🏛 Ver no corte. Parâmetros: parâmetros globais com fórmula (semeados do projeto, testados na faixa inteira), peça paramétrica com furo por fórmula (🧪 Flexar) e filtros de vista (esconder não é apagar).

25. Exportar em DXF, IFC e outros formatos

  1. Clique na aba 🏠 Início. Abre o menu do início.
  2. Na seção Arquivo, escolha ⬇️ Exportar · 📀 Planta em CAD (.dxf) para a planta do pavimento ativo (o desenho que a prefeitura costuma pedir) ou ⬇️ Exportar · 📐 Planta de fôrmas (.dxf) para a planta de fôrmas da estrutura (contorno, vigas com seção e pilares com b×h).
  3. O arquivo é baixado na hora. Abra no AutoCAD, BricsCAD ou similar (formato DXF R12).

No mesmo menu estão 🏛 Modelo IFC (.ifc), 📌 Apontamentos (.bcfzip) e 💻 Salvar no computador (.bim3.json). A planta em DXF também está na aba 📐 IFC, em DWG / DXF.

Plano

Calcular é de graça; entregar (DXF, IFC, pranchas, memorial) faz parte dos planos pagos e do período de teste. Se o botão mostrar o aviso de entrega, sua conta está fora do teste ou sem plano: abra 👤 Conta.

26. Exportar para CAD: DXF e DWG

A entrega acontece em CAD. O BIM Studio exporta seis desenhos e converte qualquer um deles para DWG, que é o formato que a maioria dos escritórios e prefeituras exige.

Onde fica

Início → ⬇️ Exportar📐 CAD: DXF e DWG (todas as disciplinas). Uma tela só: marque os desenhos, escolha o formato e, no DWG, a versão do AutoCAD que o outro lado pediu.

O que sai

DesenhoDisciplinaCamadas próprias
Planta de arquiteturaArquiteturaPAREDES (face real), ABERTURAS, COMODOS, COTAS, TEXTO, TELHADO, CUMEEIRA, RINCAO
Planta de fôrmasEstruturalPILARES, VIGAS, CONTORNO, TEXTO
Planta elétricaElétricaELE-PONTOS, ELE-ELETRODUTOS, ELE-TEXTO (com seção e disjuntor do circuito)
Planta hidráulicaHidráulicaHID-APARELHOS, HID-RAMAL-FRIA, HID-RAMAL-QUENTE, HID-COLUNA, HID-TEXTO
Planta de esgotoEsgotoESG-PONTOS, ESG-RAMAIS (DN e declividade), ESG-COLETOR, ESG-CAIXAS (com a cota de fundo), ESG-TEXTO
Planta de telecomTelecomTEL-DISPOSITIVOS, TEL-CABOS e TEL-CABO-EXCEDE (o cabo acima dos 90 m sai em camada separada, para achar no CAD)

Todos os desenhos de instalação levam a arquitetura de fundo em camadas ARQ-PAREDES, ARQ-COMODOS e ARQ-TEXTO: é o que se espera abrir no CAD, e desliga em um clique quando você quer só a sua disciplina.

DXF ou DWG

Quem converte o DWG, e por que isso está escrito aqui

A conversão é feita pelo CloudConvert (Lunaweb GmbH, Munique), um serviço pago por arquivo. Vale explicar a troca, porque ela afeta o que você entrega:

Versão do arquivo: este conversor escreve até AutoCAD 2010. Não é limitação do seu desenho e não atrapalha entrega nenhuma — AutoCAD, BricsCAD e ZWCAD atuais abrem 2010 sem conversão. A tela só oferece as versões que ele realmente escreve, e o recibo depois do download diz qual saiu.

Onde o desenho passa: para converter, o DXF daquele desenho é enviado ao processador na Alemanha e apagado logo após a conversão. Vai apenas o desenho — nunca o memorial, o nome do cliente ou o seu registro profissional.

Trazer um desenho de fora: importar CAD

Início → ARQUIVO → ⬆️ Importar (ou aba 📁 IFC, ou Ctrl+K → importar_cad) aceita .dxf e .dwg. Importar é gratuito em qualquer plano, inclusive no Free: é entrada, não entrega.

O que acontece depende de quem fez o desenho, e a tela diz qual dos dois casos você caiu:

Origem do desenhoO que volta
Emitido pelo BIM Studio (o DXF/DWG que você mesmo exportou)O projeto. Cada ambiente volta com a área exata e o nome original, porque o desenho carrega o contorno de cada cômodo e o rótulo dentro dele. Portas e janelas são recalculadas pelo motor a partir do arranjo — medido em dois modelos: área com 0,0% de diferença e quantitativo idêntico (mesma alvenaria, mesmas portas, mesmas janelas).
De terceiro (AutoCAD, Revit, prefeitura…)Geometria para desenhar por cima — as paredes, e tubulação/eletroduto na disciplina certa quando as camadas têm nome. Não é projeto: um desenho de terceiro não declara onde termina cada ambiente. Quem quiser tentar fechar os ambientes por aproximação usa Ctrl+K → fechar_em_comodos — e deve conferir as áreas, porque ali o programa está inferindo.

Em qualquer dos casos, cota, texto e símbolo de aparelho não viram parede: a mensagem depois da importação diz quantas entidades ficaram de fora e por quê (o detalhe por camada vai para o console, F12).

Se o arquivo não for um DWG de verdade, o programa recusa pela assinatura interna, não pela extensão — um PDF renomeado não engana e não gasta nada.

Guardar o seu trabalho

Mesmo com a importação fiel, o formato para guardar o seu projeto é o arquivo do projeto (.bim3.json, em Salvar) ou o IFC. O DWG é o que você entrega: ele leva o desenho, não o modelo — altura de parede, seção de pilar, DN de tubo e carga não existem dentro dele, e nenhum programa do mundo os recupera de um DWG.

Se você (ou o seu cliente) usa FreeCAD

O FreeCAD não lê DWG sozinho — ele não traz leitor de DWG embutido. Ao tentar abrir, mostra:

No suitable external DWG converter has been found.

Isso não é defeito do arquivo: a mesma mensagem apareceria com um DWG salvo pelo AutoCAD. Faltam duas configurações, uma vez só:

  1. Instalar um conversor e apontá-lo. A opção livre é o dwg2dxf da LibreDWG (GPL). Em Editar → Preferências → Importar/Exportar → DWG, aponte o caminho do executável. Evite o conversor da Open Design Alliance para trabalho profissional: a licença gratuita dele é restrita a uso não comercial.
  2. Ligar a importação de textos. O FreeCAD vem com importar textos desligado — sem isso o desenho abre completo, mas sem os nomes dos cômodos, sem as cotas e sem os rótulos das vigas, e parece que o arquivo veio incompleto. Está em Preferências → Importar/Exportar → DXF.

Com os dois ajustes, a planta abre com as 9 camadas e os textos no lugar. AutoCAD, BricsCAD e ZWCAD não precisam de nada disso — abrem direto.

Quantos DWG por mês

Como cada conversão é comprada de terceiro, o DWG tem franquia mensal por plano — e ela aparece no card do plano e no painel da sua conta, não numa nota de rodapé:

PlanoExportações DWG por mêsDXF
Free— (exportar faz parte da entrega)
Período de teste10ilimitado
Autônomo30ilimitado
Profissional80ilimitado
Escritório150ilimitado

Reexportar um desenho que não mudou não consome franquia. O servidor guarda o DWG já convertido e devolve o mesmo arquivo — então exportar, ajustar o projeto e exportar de novo só gasta pelas versões que realmente mudaram. O recibo embaixo do download avisa quando o arquivo veio do cache.

Se a franquia do mês acabar, a tela diz quantas você usou e o DXF continua saindo sem limite — a entrega não para.

O que o desenho traz de cada disciplina

Nada é redesenhado para o CAD: o traçado é o mesmo que aparece nas folhas. O ramal de esgoto sai com o DN e a declividade do quadro, as caixas de inspeção com a cota de fundo, o circuito elétrico com a seção e o disjuntor, o cabo de telecom que passa dos 90 m em camada separada. Se o CAD discordar da folha, é defeito — não são duas verdades.

Exportação é entrega

Como IFC, pranchas e memorial, a exportação CAD faz parte da entrega: disponível no período de teste e nos planos pagos.

27. Documentos, entregáveis e planos

DocumentoOndeO que traz
MemorialInício → 📄 MemorialDescritivo e de cálculo de todas as disciplinas, com hipóteses, normas e o que não foi verificado. Em 2.6 Instalações entram também água quente (NBR 7198), águas pluviais (NBR 10844), telecom (NBR 14565/17240) e irrigação — cada linha só aparece quando o projeto tem o dado.
Planta cotadaInício / Arquitetura → 📐 PlantaPlanta baixa cotada e mobiliada por pavimento, quadro de áreas, escadas, revisões, acabamentos.
Cortes e fachadasArquitetura → 🏛 CortesCortes AA/BB/DD/EE e fachadas com níveis, laje, telhado e componentes de detalhe.
Pranchas estruturaisEstrutural → 📃 PranchasPlanta de fôrmas, pilares (b×h real), vigas, detalhamento das lajes, quadro de aço, DXF de fôrmas.
Folhas de instalaçõesElétrica / Hidráulica / Esgoto → 📄 FolhasElétrica: planta elétrica + quadro + multifilar + materiais, e a folha de telecom (planta + quadro de pontos + cabos + equipamentos). Hidráulica: planta hidráulica + ramais + coluna + isométrico + pressões + materiais. Esgoto: planta de esgoto + ramais + queda/ventilação + pluvial.
Folha componívelInício → 📋 FolhaPrancha A0–A4 (NBR 16752) com várias vistas na mesma página, cada uma na sua escala, moldura e carimbo do escritório.
Implantação, coberturas, terraplenagem e áreas molhadas🔗 Compartilhar🗺 Arquitetura — Implantação…Quatro pranchas com o conteúdo que a NBR 6492 pede em cada uma: implantação (lote, recuos cotados, projeção da cobertura, áreas permeável e impermeável, acessos, norte e escala gráfica, mais o quadro de dados legislativos com taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, permeabilidade e gabarito); planta das coberturas (águas, sentido de escoamento e inclinação); terraplenagem (planta e corte AA com as cotas projetada e existente, corte e aterro medidos pela topografia); e ambientes especiais (áreas molhadas com área de piso, perímetro, parede e faixa lavável quantificados desenho a desenho). Fecha com a lista de pranchas. A implantação precisa do lote (aba 🌱 Terreno) e a terraplenagem, de pontos de nível (aba 🏔 Topografia); sem esses dados a folha sai marcada como não emitida, dizendo o que falta, em vez de desenhar um terreno suposto.
Quadro de áreas real × equivalente🔗 Compartilhar📐 Quadro de áreas (NBR 12721)O Quadro I da NBR 12721 — o quadro de áreas que vai ao registro de imóveis, diferente do quadro de áreas do projeto: traz as 18 colunas da norma, área real e área equivalente em área de custo padrão, por pavimento e global, com a composição dependência a dependência. Onde a norma dá faixa de coeficiente (varanda 0,75 a 1,00, garagem de subsolo 0,50 a 0,75), a linha fica pendente até você adotar um valor: o programa não escolhe pelo responsável técnico. A folha imprime também o aviso da própria norma de que essa área diverge da do alvará e do habite-se, por serem critérios de medição diferentes.
Orçamento e 4D💰 Orçamento / 🏗️ Obra 4DQuantitativos do modelo com bases de preço (Caixa, SIURB, FDE) e BDI; cronograma e tabelas exportáveis em CSV.
IFC, DXF, BCF, maqueteInício → ⬇️ Exportar / 3D → ⬇ SaídaIntercâmbio com Revit/ArchiCAD/AutoCAD, apontamentos, maquete navegável, foto e vídeo.
Três caminhos para o mesmo documento

Todo documento da tabela acima chega por três caminhos, e você usa o que for mais rápido no momento: o botão em 🔗 Compartilhar ou no painel da disciplina; a busca Ctrl+K, digitando o nome do documento (“memorial”, “planta cotada”, “cortes”, “quadro de áreas”, “carga térmica”); e o assistente, pedindo em português — “gere o memorial”, “abre as pranchas de estrutura”, “exporta o DXF da elétrica”. O portão de entrega é o mesmo nos três: o que é dos planos pagos continua sendo, venha de onde vier o pedido.

Planos

Toda conta calcula de graça e guarda 3 projetos. O período de teste dá acesso completo por 30 dias. Depois, a entrega (IFC, DXF, pranchas, memorial, folhas) e projetos ilimitados exigem um plano pago, a partir de R$ 59/mês. 👤 Conta mostra o plano, o prazo, os créditos de IA e as exportações DWG do mês.

Uma única coisa é contada por mês na entrega: a conversão para DWG (30 no Autônomo, 80 no Profissional, 150 no Escritório, 10 no período de teste), porque ela é comprada de um conversor licenciado, arquivo a arquivo. Todo o resto — DXF, IFC, pranchas, memorial, folhas, orçamento — é ilimitado dentro do plano. Reexportar um DWG que não mudou vem do cache e não conta. Detalhes no capítulo Exportar para CAD.

28. Conferir preço de material no varejo

O orçamento sai com uma base de preços de referência (Caixa/SINAPI, SIURB, FDE). Em 💰 Orçamento há o botão 🔴 Cross-check material, que consulta o preço de hoje no catálogo público de uma rede de material de construção e mostra ao lado de cada item.

LojaPraça que atende
TelhanorteSão Paulo e nacional
ObramaxSão Paulo e Rio de Janeiro
ChatubaRio de Janeiro e Espírito Santo
TumeleroRio Grande do Sul

Escolha a loja que atende a sua região — o preço muda bastante entre elas. Num mesmo saco de cimento de 50 kg medimos R$ 32,90 na Obramax e R$ 45,90 na Tumelero: 39 % de diferença. É por isso que a praça aparece no seletor.

Leia antes de comparar

Ao lado dele, ⚖ Comparar lojas cota o mesmo material nas quatro redes de uma vez e abre uma tabela com o preço de cada uma e qual é a mais barata. É o jeito rápido de descobrir quem atende melhor a sua praça — e serve de conferência: preço que destoa demais das outras lojas quase sempre é outro produto, não outro preço. Uma busca por telha cerâmica devolveu R$ 0,90, R$ 1,96, R$ 2,19 e R$ 109,90: o último era uma caixa com 12 telhas. A tabela marca esse caso em vermelho e não o considera na hora de apontar a mais barata.

📇 Seus fornecedores, e o pedido de cotação

Os preços acima são de redes grandes, que não existem em toda cidade. Quem atende a maioria das obras é o depósito local — e é para ele que serve 📇 Pedir cotação, ao lado dos outros dois botões do orçamento.

Você cadastra os fornecedores com quem já compra: nome (é o único campo obrigatório), CEP, WhatsApp e o que cada um fornece. A agenda é sua e vale para todos os projetos. Informando o CEP do fornecedor e o da obra, a lista aparece ordenada por distância em linha reta — que serve para saber quem está perto, não para prometer prazo de entrega. Quem não tem CEP cadastrado aparece numa lista à parte, marcado como sem CEP: não saber a distância é diferente de estar longe.

Escolhido o fornecedor, o programa monta a solicitação de cotação com as quantidades do projeto. A folha abre numa aba e traz quatro saídas:

Os dois primeiros funcionam sempre; os dois últimos dependem de você ter cadastrado o WhatsApp ou o e-mail daquele fornecedor. Pode baixar os arquivos sem escolher fornecedor nenhum — a lista sai igual, para levar a quantos depósitos quiser.

Item repetido vira uma linha só

O orçamento lança o mesmo material em composições diferentes — a alvenaria das paredes e a da platibanda, por exemplo, são duas linhas lá dentro. No pedido de cotação elas aparecem somadas numa linha só, porque é assim que se compra; a folha indica quando uma quantidade veio de mais de um lançamento. Materiais com unidades diferentes nunca são somados.

Sobre o e-mail

A mensagem sai do seu programa de e-mail, em seu nome — não da plataforma. É assim que deve ser: o fornecedor responde para você, e a negociação é sua.

Se o seu computador não tem um programa de e-mail configurado (é o caso de quem usa só webmail no navegador), esse botão pode não abrir nada. Por isso os arquivos existem: baixe o PDF ou o .docx e anexe onde você já lê e-mail.

Listas grandes não cabem no endereço que abre o e-mail (um limite dos próprios programas de e-mail, em torno de 2.000 caracteres — um orçamento de 20 itens já passa disso, e o Outlook corta sem avisar). Quando isso acontece, o programa copia a lista inteira para a área de transferência e abre a mensagem com um espaço marcado para você colar. Ele avisa na tela quando faz isso: a lista nunca é enviada pela metade.

A lista sai sem preço, de propósito: mandar a nossa estimativa junto influenciaria a resposta e pareceria uma proposta nossa. Quem forma preço é quem vende.

O programa não recomenda fornecedor

A agenda é ordenada por distância, que é geometria, e o critério aparece escrito na tela. Não há indicação paga nem ranking patrocinado: quem escolhe com quem comprar é quem paga a conta. Se um dia existir destaque pago, ele virá rotulado como tal e fora dessa ordenação.

Existe também a lista de materiais por fabricante (Tigre, Amanco, Deca) para hidráulica e esgoto, com produto real, DN e preço de referência — em 🚿 Hidráulica → materiais. Ali o botão de cotação atualiza os tubos pela loja escolhida.

29. Normas: de onde vem cada número

Todo valor de norma que o BIM Studio usa vive num módulo próprio com cláusula, página do PDF oficial e a data em que alguém leu aquele texto. Não é decoração: é o que permite conferir um resultado em dez segundos e saber se a edição mudou. Você é o responsável técnico — o programa mostra a conta e a origem dela; a decisão continua sua.

Como consultar

A régua ao lado do placar

Norma citada não é norma lida. Quando um apontamento nomeia uma norma que o programa ainda não leu no texto oficial — sem cláusula e página conferidas —, ele diz isso na própria linha: “⚠️ norma CITADA, não lida no sistema”. O critério do apontamento continua valendo e sendo útil; o que você não deve supor é que o texto da norma foi conferido palavra por palavra. Onde não há esse aviso, há cláusula e página por trás do número.

🧱 Integridade do modelo. Ao lado de ⚠ Avisos e 📌 Apontam., no canto inferior direito, há a aba 🧱 Integridade. Ela responde a uma pergunta diferente das outras duas: não “o número bate com a norma?”, mas “a peça faz sentido como objeto físico?” — telhado que não se atravessa, telhado que tem o que o apoie, construção que tem cobertura e equipamento de cobertura — placas fotovoltaicas, coletores solares, boiler — que pousa mesmo sobre a telha, e não no ar acima dela. São verificações de geometria, e por isso não citam norma nenhuma.

Cada apontamento traz a medida que o sustenta e diz o que aquele invariante não cobre. Quando existe um conserto seguro, ele aparece como botão de proposta, com a descrição do que muda e o motivo — e só roda no seu clique; Ctrl+Z desfaz. Quando o conserto depende de decisão de projeto (escolher a forma de um telhado, por exemplo), o programa diz que não há conserto automático em vez de escolher por você.

Todo check do catálogo tem quem o confira. São 138 verificações em sete disciplinas, e nenhuma está na situação de “existe no catálogo e ninguém verifica”: cada uma ou vira apontamento no painel, ou é aplicada no motor da peça — isto é, garantida no momento em que o programa desenha ou dimensiona, e a linha diz em qual arquivo isso acontece.

Duas consequências práticas. A primeira: todo apontamento é zerável dentro do programa. Se um aviso não puder ser resolvido por nada que você faça na tela, ele não deveria ser um aviso — foi por isso que o extravasor do reservatório ganhou uma caixa no painel 💧 Reservatório e as águas pluviais ganharam o campo destino no painel 🌧 Águas pluviais. A segunda: quando o programa não consegue verificar alguma coisa, ele diz isso na própria mensagem, em vez de calar. Você lê “⚠️ não é conferido aqui” e sabe exatamente o que ainda é seu.

Há uma linha dessas para cada uma das sete disciplinas — estrutura, hidrossanitário, arquitetura, elétrica, telecom, terreno/infra e garagem/estacionamento. A da garagem traz ainda uma lista “Fora do escopo deste motor”: o que o programa declaradamente não verifica, para você não supor cobertura.

Dentro de 🔎 Compatibilização há a linha “O que a arquitetura confere — e o que não confere”. Ela separa três coisas: os checks que rodam no painel, os que são conferidos no motor da peça (rampa e escada são validadas na hora em que você as insere, não no painel) e os que ainda não são conferidos, dizendo qual norma deixa de ser verificada em cada um.

Um placar limpo sem a lista do que não foi olhado convida à leitura errada. O programa prefere dizer o que não sabe.

Circulação interna: o que a NBR 9050 exige

Duas exigências da NBR 9050:2020 costumam surpreender, e o programa verifica as duas:

Qual das duas réguas vale depende do uso do pavimento, o mesmo campo que já define a carga acidental (barra do pavimento → uso). Pavimento sem uso declarado é tratado como residencial privativo, que é a régua menos exigente: se o seu projeto é de uso coletivo ou público, declare o uso e a verificação sobe sozinha.

Área mínima de cômodo não é NBR

Não existe norma federal que fixe área mínima de dormitório: isso é código de obras municipal, e varia de cidade para cidade. O programa trabalha com dois números diferentes, e a diferença entre eles importa:

Banheiro e lavabo são ambientes diferentes para o programa: banheiro completo (com box) pede 2,5 m² e 1,10 m de largura; lavabo, 1,5 m². Iluminação natural é conferida em 1/8 da área do piso (Código Sanitário SP) e o gerador dimensiona a janela em 1/6, que é mais exigente e atende aos municípios que pedem essa fração.

Edições em uso, e o que elas trazem de diferente

Vale conferir estas, porque a edição vigente costuma não ser a que se aprendeu:

NormaPonto de atenção
NBR 5626:2020 (água fria e quente)Substituiu a NBR 7198, cancelada em 2020: água quente saiu para cá. Limites de temperatura (70 °C na tubulação, 45 °C em ponto de uso corporal), pressão estática máxima de 400 kPa (§6.9.4) e reserva de no máximo três dias.
NBR 8160 (esgoto)O coletor predial não desce abaixo de DN 100. As declividades usadas são as da norma (2% até DN 75, 1% de DN 100 em diante); caixa de inspeção a cada mudança de direção e a cada 25 m de trecho reto.
NBR 10844 (águas pluviais)A intensidade de chuva vem da Tabela 5, com 98 postos — Bauru: 120 mm/h para período de retorno de 5 anos. O condutor vertical é dimensionado por tabela adotada (a norma manda usar ábaco), e isso vem declarado no memorial.
NBR 14565:2025 (telecom)Os 90 m são do enlace permanente; o canal, já com os cordões, vai a 100 m. O escopo da edição vigente é edifício comercial.
NBR 9050:2020 VC:2021 (acessibilidade)Rampa a 8,33% com desnível máximo por segmento pela Tabela 4; degrau (Blondel 0,63–0,65, piso 0,28–0,32) está aqui, não mais na NBR 9077. Circulação interna na §6.11 (acima).
NBR 9077:2025 (saídas de emergência)Mudou o paradigma: perfil de risco (ocupante A–E × velocidade do fogo) na Tabela 6. Residencial sem chuveiros e com saída única: 30 m de caminhamento, que é também o teto absoluto em direção única.
NBR 9050:2020 §6.8 (escada)Além do degrau (Blondel, §6.8.2), o programa confere o patamar a cada 3,20 m de desnível (§6.8.7) — uma escada reta de lance único com 4 m de desnível é apontada —, o patamar de no mínimo 1,20 m e, em mudança de direção, de ao menos a largura da escada (§6.8.8), e a largura de 1,20 m em rota acessível (§6.8.3). O tipo escolhido muda a resposta: a mesma altura em U tem dois lances e passa.
NBR 14718:2019 (guarda-corpo)Obrigatório em desnível maior que 1,00 m; altura mínima 1,10 m; vão-luz de no máximo 0,11 m. Peitoril acima de 0,70 m é “mureta alta”, e aí a única régua é a altura total de 1,10 m — é por isso que o peitoril padrão de janela é 1,10 m.
NBR 6118:2026 (concreto)5.ª edição, incorporando a Emenda 1 de março de 2026.
NBR 7190-1:2022 (madeira)O kmod perdeu o terceiro fator; a classe de umidade 2 mudou, e o caso típico ganhou cerca de 12% de resistência em relação à edição de 1997.

Acessibilidade, vidro e acústica: o que o programa confere

AssuntoO que é verificado
Vidro de segurança
NBR 7199:2025, Tabela 8
A Tabela 8 decide por dois números que o desenho já tem: a cota do vidro em relação ao piso (1,10 m) e o desnível entre os ambientes (1,0 m). Vidro abaixo de 1,10 m exige vidro de segurança; se o desnível passa de 1,0 m, exige laminado classe 1 no lado interno. Guarda-corpo de vidro é sempre laminado classe 1. ⚠️ Nesta edição o texturizado aramado deixou de ser vidro de segurança.
Sanitário acessível
NBR 9050 §7
Em pavimento de uso público ou coletivo, a Tabela 7 pede 5% de cada peça acessível, no mínimo uma por pavimento. O programa mede se algum sanitário do pavimento comporta o giro de 360° (Ø 1,50 m). As demais medidas ficam na busca: transferência 1,20 × 0,80 m, bacia a 0,43–0,46 m, barras de 0,80 m a 0,75 m do piso, porta abrindo para fora.
Vagas reservadas
NBR 9050 §6.14
Faixa de circulação de pedestre de 1,20 m, espaço adicional de 1,20 m na vaga reservada e percurso de no máximo 50 m até o acesso. ⚠️ O percentual de vagas não é da norma: a §6.14.3 remete à legislação — confira a do município.
Impermeabilização
NBR 9575 §6.4
Caimento de 1% em direção aos coletores (0,5% só em calha e área interna) — verificado na cobertura em laje. Na especificação, lembre do embutimento de 20 cm nos planos verticais e do coletor de DN 75 mm no mínimo.
Acústica
NBR 15575-4:2025, Tabela 21
Parede de geminação entre unidades: DnT,w ≥ 45 dB quando há dormitório, 40 dB quando não há. Dormitório × área comum de trânsito: 40 dB. ⚠️ A norma verifica por ensaio em campo na obra entregue — nenhum cálculo em planta atesta desempenho. O programa diz onde a exigência incide e qual o valor, para a parede ser especificada antes de subir.
Porta que não abreA folha de uma porta de giro varre um quarto de círculo do próprio tamanho. Se o ambiente é mais raso que a largura da folha, a porta bate na parede oposta. Sem norma envolvida — é geometria.
O que ainda não é conferido

Nem tudo que está no catálogo de verificações tem verificação automática. Hoje o programa não confere os arremates de cobertura da NBR 15575-5 (calha, rufo e pingadeira). A tela 📖 Normas de referência mostra em cinza tracejado tudo o que está declarado e não é conferido, justamente para você não supor cobertura que não existe.

E há limites dentro do que é conferido, todos declarados na própria verificação: o programa não sabe o tipo de vidro que você especificou (aponta onde a norma exige, não se foi atendido), não guarda o revestimento de parede por ambiente, não confere colisão de porta com mobiliário, e não atesta desempenho acústico — que só se mede em campo.

30. O que o programa não faz (e declara)

31. Atalhos e paleta de comandos

TeclaO que faz
Ctrl+KBusca qualquer ferramenta, comando ou valor de norma pelo nome
?Lista completa de atalhos do teclado
EscCancela a ferramenta em andamento (por exemplo, o 1º ponto de uma cota)

32. Suporte

Não achou o que precisava? Fale com a LIA, a assistente da Mantovani, no WhatsApp. Ela responde na hora e, se for algo que só uma pessoa resolve, passa para a equipe.

Tirar dúvida no WhatsApp
Pedir uma funcionalidade

O botão 💡 Sugestões, na barra de cima, abre a caixa em que você escreve o que falta, o que está errado ou o que atrapalha. Ela tem quatro modos, e a diferença importa para quem lê do outro lado:

  • 💡 Sugestão — uma funcionalidade que faria falta no seu projeto.
  • 🐛 Defeito — alguma coisa errada. Diga o que você fez, o que esperava e o que aconteceu: é isso que permite reproduzir e corrigir.
  • 🗣️ Crítica — algo que existe mas confunde, atrapalha ou está lento.
  • ❓ Dúvida — não achou como fazer. Vale mandar: dúvida repetida indica função escondida, e isso também se conserta.

Junto vai, se você deixar marcado, em que tela você estava e a versão do programa — a caixa mostra exatamente o que será enviado. Estando com a conta aberta, o botão 🗂 O que já mandei lista as suas mensagens e a resposta de cada uma (aberta, lida, planejada, feita ou não será feita). Sem conta, basta deixar um e-mail para retorno.

Guardamos a mensagem, o e-mail de retorno e o endereço IP de quem enviou; o IP existe apenas para conter envio automático em massa e nada disso é repassado a terceiros.