Escrito a partir do que o aplicativo faz hoje, aba por aba. Cada botão é citado exatamente como aparece na tela. Os capítulos de visão geral dizem o que cada ferramenta faz e o que produz; os guias passo a passo resolvem as dúvidas mais comuns. Se algo não bater com o que você vê, o aplicativo mudou depois deste manual — fale com a gente pelo link no fim da página.
✏️ Desenhar cômodo — clique e arraste na planta. Cada cômodo já nasce com paredes; as paredes entre dois cômodos são compartilhadas.
⬚ Selecionar / mover — clique num cômodo, numa parede ou num elemento. O painel de contexto (abaixo da planta) mostra o que dá para editar naquele item.
A barra do pavimento tem pé-direito, espessura da parede e da laje. Cada aba de pavimento tem o seu pé-direito.
3D alterna para o modelo. A barra do 3D tem Estilo ▾, 👁 Exibir e ⬇ Saída (foto, vídeo, maquete).
Ctrl+K abre a busca de comandos: digite o que quer fazer ("cota", "janela", "corte") e a ferramenta certa aparece. Tecla ? mostra os atalhos.
Fita de abas no alto: 🏠 Início, 🎨 Arquitetura, 🏔 Terreno / Infra, 🏗 Estrutural, ⚡ Elétrica, 🚿 Hidráulica, 🚽 Esgoto, o seletor de pavimento, a etapa de projeto (EP/AP/PE) e, à direita, 📡 Drone, 📐 IFC, 🗂 Projeto, 🧰 Biblioteca, 🤖 Automação, 🔍 Perícia, 📐 Detalhes e 🎚 Parâmetros. Clicar numa aba abre um menu vertical com as ferramentas daquela aba, agrupadas pelo que você quer fazer (desenhar, inserir, analisar, documentar…). Clicar de novo fecha.
Barra da esquerda: as ferramentas da disciplina ativa (o nome dela fica fixo no topo; clique nele para trocar). Centro: ▤ Planta, ◫ 2D + 3D, ▣ 3D, 🏛 Cortes e 📃 Pranchas. Direita: 🗂 Camadas (cotas, grade, outras disciplinas) e Propriedades do que está selecionado ou do painel aberto. Rodapé: validação do pavimento (verde/erros), a etapa, o resumo (área, paredes, portas, janelas, laje) e o que falta completar.
| Seção | Botão | O que faz |
|---|---|---|
| Projeto | 📚 Modelos | Abre um modelo pronto (casa térrea, sobrado, kitnet, prédio de 4 e 8 pavimentos, loja+residência, galpão, coworking…) para começar editando. |
| 💾 Salvar | Guarda o projeto (local e, se estiver conectado, na nuvem). | |
| 📁 Projetos | Lista dos seus projetos (locais e na nuvem), lixeira com restauração, abrir e descartar. | |
| ✨ Novo | Projeto em branco. | |
| Arquivo | ⬆️ Importar | Abre .bim3.json (projeto do BIM Studio), .ifc (Revit, ArchiCAD…) como projeto editável, ou .bcfzip (apontamentos). |
| ⬇️ Exportar · … | Cinco formatos, um por item do menu: .bim3.json (salvar no computador), Modelo IFC, Planta em CAD (.dxf), Planta de fôrmas (.dxf) e Apontamentos (.bcfzip). Veja o capítulo Exportar. | |
| Vista | 2D 2D + 3D 3D | Layout da área central. 🎯 Enquadrar recentra o desenho. |
| 🎨 Template | Conjuntos nomeados de configuração gráfica (detalhe, sólido, cotas, disciplina, fase, problemas) guardados no projeto, para aplicar o mesmo padrão em qualquer vista. | |
| 🚦 Problemas | Pinta a planta pelas regras (NBR e checks): cômodo com erro em vermelho, aviso em âmbar, conforme em verde. | |
| 🎨 Cores | Cores por parâmetro (tipo, nome, faixa de área, fase, piso) com legenda desenhada na planta. | |
| 📄 Fundo | Planta escaneada (PDF/JPG/PNG) atrás do desenho, calibrada com dois cliques numa distância conhecida, para traçar por cima. | |
| 🏗 Fases | Filtro de reforma: tudo → existente → demolição (em vermelho) → proposta. | |
| 📏 Cotas ⌗ Grade | Mostrar ou ocultar cotas e grade da planta (as cotas também controlam os rótulos do 3D). | |
| 📄 Memorial | Memorial descritivo e de cálculo do projeto inteiro (arquitetura, estrutura, instalações), com hipóteses declaradas. | |
| 📐 Planta 📋 Folha 🔎 Compatib. | Planta cotada e mobiliada por pavimento; folha componível A0–A4 com moldura, margem e carimbo (várias vistas na mesma página, cada uma na sua escala); compatibilização Estrutura × Arquitetura × Elétrica. |
Na barra superior ficam ainda ↶ ↷ (desfazer/refazer), ☁ BIMcollab, 🏢 Escritório (quem está com o quê), 📥 (revisões esperando por você), 🔗 Compartilhar, 👤 Conta, 🔍 Comandos (Ctrl+K), 📖 Manual, ⌨ (atalhos) e o tema claro/escuro.
É onde a planta nasce. Os grupos do menu, e o que cada botão faz:
Há dois tipos de cota na planta e cada um se apaga de um jeito.
Elas são derivadas das paredes — a cadeia e os totais são recalculados a cada alteração. Por isso não dá para apagar uma delas sozinha: elas nascem da parede, não são objetos soltos.
O que dá para fazer é ligar e desligar todas: botão 📏 Cotas na barra superior (Mostrar/ocultar cotas na planta). A escolha fica salva no seu navegador.
A mesma ferramenta que cria, apaga. Com a ferramenta ativa, clique em cima da cota existente (no meio dela) e ela é removida — a tela confirma com "cota removida".
| Ferramenta | Cria | Apaga |
|---|---|---|
| 📏 Cota livre | 2 cliques (dois pontos) | 1 clique sobre a cota |
| 📐 Cota angular | 3 cliques (vértice, lado, lado) | 1 clique sobre a cota |
| ⌀ Cota radial | 2 cliques (centro, borda) | 1 clique sobre a cota |
| 📍 Cota de nível | 1 clique no ponto | 1 clique sobre a cota |
Se você marcou o primeiro ponto de uma cota livre e desistiu, Esc cancela.
A convenção é a da norma: o piso do térreo é ±0,00. O terreno e os demais pavimentos são medidos em relação a ele.
Abra 🏔 Topografia (no menu de engenharia/infraestrutura, ou pelo Ctrl+K digitando "topografia"). Há dois jeitos de informar o terreno, sem drone:
A partir disso o aplicativo calcula sozinho a plataforma de equilíbrio (o nível em que corte e aterro se compensam) e, se for o caso, a fundação escalonada. Cada valor sai com a memória de cálculo.
As dimensões do lote ficam em ⛰️ Terreno / lote.
A planta imprime as cotas do terreno no referencial que você escolher e permite declarar onde o piso do térreo está nesse mesmo referencial — em vez de dois zeros no mesmo desenho.
A planta, o corte e a tela passam a imprimir o piso do térreo como +0,60, e o segundo pavimento como +3,52 em vez de +2,92 — tudo no referencial do terreno.
A cota da soleira é rótulo, não geometria. Ela muda o número impresso; não move o modelo, o cálculo estrutural nem o orçamento. Deixe em 0,00 para o comportamento de sempre (térreo = ±0,00).
Dá para arrastar o vão na planta para reposicionar. Uma parede pode ter quantos vãos couberem — sala com duas janelas, porta e janela na mesma fachada.
Sem você declarar nada, a janela nasce com peitoril de 1,10 m e verga de 2,10 m — folha de 1,00 m de altura, que é a janela corrente de dormitório no Brasil (1,20 × 1,00). A verga fica alinhada com a da porta.
O peitoril de 1,10 m é a altura mínima de proteção da NBR 14718: em pavimento elevado o peitoril é o que impede a queda, e peitoril acima de 0,70 m só cumpre esse papel se a altura total chegar a 1,10 m do piso. Quem precisa de outra medida declara no painel da parede — banheiro a 1,50 m, porta-balcão a 0,00 m — e o valor declarado sempre vence o padrão.
O peitoril declarado fica gravado no projeto; o que não foi declarado acompanha o padrão. Ao revisar um projeto, vale conferir o quadro de esquadrias e a área de iluminação dos ambientes.
| Menu | Itens |
|---|---|
| 🧱 Sólido ▾ (estilo) | Sólido / Foco (outros pavimentos translúcidos), 🪆 Boneca (paredes em meia-altura, telhado oculto), 💥 Explodir (axonometria explodida), 🚶 Passeio (andar dentro). Nível de detalhe: Simples, Médio (caibros) e Detalhado (ripas). |
| 👁 Exibir | 🏚 Sem telha (madeiramento à vista), 🧊 Sem laje (só na vista), ✒️ Contorno, 🌑 Oclusão, ☀ Sol. |
| ⬇ Saída | 📸 Foto HQ (PNG), 🎥 Vídeo 360°, 🎁 Maquete navegável para o cliente. |
| ✂ Corte | Caixa de corte em X, Y e Z, com atalho para isolar o pavimento ativo. |
Clicar num elemento no 3D seleciona e abre o painel dele (cômodo, parede, móvel, ponto, peça do telhado, caixa d'água). O capítulo Ver o interior no 3D mostra o passo a passo.
🧊 Sem laje, no menu 👁 Exibir da barra do 3D, oculta o piso e o teto de concreto para você ver o interior. Clique de novo para trazer de volta.
É só da vista. A laje continua no modelo, no quantitativo, no orçamento e no cálculo estrutural — esconder não é apagar. Quem imprime uma prancha com a laje oculta entrega um desenho que não mostra o que vai ser construído.
Há ainda três outros jeitos de ver através do modelo, úteis em situações diferentes:
✂ Corte (caixa de corte) — fatia o modelo em X, Y e Z. Arraste os limites, ou use ⬒ Pavimento ativo para isolar o andar da aba selecionada; 🏢 Tudo reabre; ✕ desliga. O corte é só da vista: não altera o projeto. Foto HQ e vídeo saem cortados como está na tela.
🪆 Boneca — paredes em meia-altura e telhado oculto, para ver o interior mobiliado. 💥 Explodir — axonometria explodida, com os pavimentos separados.
🏚 Sem telha tira a cobertura e deixa o madeiramento à vista. Também dá para ligar contorno, oclusão e o estudo de sol.
🕳 Abertura na laje é outra coisa: faz um furo real (shaft, duto, poço de luz) que some do concreto do orçamento e vaza a laje no IFC. Não use para "esconder" a laje.
Lote, terraplenagem e obras de infraestrutura, todas editáveis e com cálculo e orçamento próprios:
No painel do ⛰️ Lote, abaixo dos recuos, há o bloco 📜 Plano diretor. É onde você informa o que a lei da cidade permite naquele terreno: taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, permeabilidade, gabarito, altura, recuos mínimos, área e testada mínimas do lote e vagas por unidade.
Estes números não são norma técnica: são a lei do município, e mudam de zona para zona dentro da mesma cidade. O aplicativo não os adivinha — eles saem da certidão de diretrizes do lote, que a prefeitura emite e que o projeto precisa de qualquer forma.
Enquanto não forem informados, o programa não verifica os índices, e diz isso: o painel mostra um aviso listando o que ficou de fora, e o quadro de dados legislativos da prancha de implantação sai como faixa de referência, avisando que aquilo não é o índice daquele terreno.
Cada índice carrega a sua origem, e ela decide o peso que o número tem:
A razão é simples: um coeficiente tirado de uma lei que foi revogada, impresso no quadro legislativo e assinado, é responsabilidade de quem assina. O aplicativo separa pesquisa de decisão — e a decisão continua sendo sua, com data registrada.
O quadro da prancha imprime a lei, o artigo, a zona, o município e a data de conferência. Havendo qualquer índice ainda em rascunho, ele avisa isso na própria folha.
Informados o lote e os índices da zona, o aplicativo calcula o envelope construtivo — o que a lei permite ali — e passa a mostrá-lo na barra de baixo, ao lado da área e do número de paredes, enquanto você desenha:
📜 projeção 74/150 m² · construída total 77/300 m² · pavimentos 1/2 pav · permeável 113/45 m² (zona ZR3)
É a mesma verificação dos índices, dita como saldo que se gasta em vez de sentença que se recebe no fim. Refazer partido é a parte cara do projeto: o número precisa aparecer enquanto ainda dá para mudar de ideia barato.
E o aplicativo diz quem aperta primeiro. Num lote estreito o recuo lateral pode limitar a projeção antes da taxa de ocupação — 110 m² de retângulo edificável contra 144 m² que a taxa permitiria. Saber qual dos dois governa é o que decide se você muda o partido ou negocia a certidão.
Pelo 🔍 Comandos (Ctrl+K) ou pelo assistente:
Nenhuma delas funciona sem os índices da zona informados — e todas dizem isso em vez de estimar. Um envelope montado sobre índice chutado daria a sensação de folga que não existe.
O seletor de etapa na barra superior (📐 EP) gradua o que é cobrado. As três primeiras etapas da norma são exatamente o começo do trabalho:
A etapa gradua, não trava: quem quiser desenhar antes de ter a certidão continua desenhando, e o item aparece como pendente, dizendo em que etapa passará a ser cobrado.
O botão 🔎 Identificar a lei do município procura na web qual é a lei de uso e ocupação do solo daquela cidade, em que ano ela é, onde dentro dela estão os quadros de índices e quais alterações posteriores existem — com o link da fonte oficial. Preenche o campo lei e entra como rascunho: não reprova nada.
O que ele não faz: não traz os índices por zona. Eles vivem em anexo — quadro escaneado, planilha ou mapa — que a busca não consegue ler. Testado em duas cidades de naturezas diferentes, inclusive São Paulo, o resultado foi o mesmo, e o aplicativo prefere dizer isso a devolver um número que ninguém conferiu. Os índices você digita a partir da certidão de diretrizes.
Quanto custa. A busca consome créditos de IA e é um recurso dos planos pagos; toda conta tem uma consulta de cortesia. O painel mostra o preço e o seu saldo antes de você clicar. Duas regras que valem sempre: não encontrou, não cobra; e cidade que já foi consultada por alguém vem do cache, na hora e sem custo.
Informar a lei e os índices à mão continua livre em todos os planos, e o projeto é verificado exatamente do mesmo jeito. O que se paga é o trabalho de procurar — nunca a verificação.
Um escritório que atua sempre no mesmo município pode transcrever o anexo da lei uma vez — todas as zonas com os seus índices — e, a cada projeto, só escolher a zona. A tabela guarda quem a transcreveu e quando, e o aviso lembra de conferir contra a certidão daquele lote: a tabela é a transcrição da lei, não a lei.
id, jusante, comprimento, área(ha), C, cotaMont, cotaJus) — nesse campo os decimais vão com ponto, porque a vírgula é o que separa os campos; use - no jusante do trecho que deságua no exutório. Nas tabelas de resultado os números saem com vírgula, como no resto do sistema.
Tudo o que é inserido aqui aparece no 3D, entra no orçamento e pode ser editado clicando no elemento na planta.
A garagem aparece em dois lugares diferentes, porque são duas coisas diferentes.
Numa casa, a garagem é um cômodo como os outros: insira, nomeie e clique nele. No painel da direita aparece o campo tipo, e a escolha muda o que o programa constrói, desenha no 3D e orça:
Abaixo do campo o painel já mostra o resultado da escolha: quantas vagas cabem, a área de cobertura leve e sobre quantos pilares, e a largura do portão. De cada tipo saem também o custo e os quantitativos, e tudo entra no 3D e no orçamento. Se você não escolher, o programa deduz pelo nome do cômodo — “Carport”, “Garagem coberta”, “Vaga descoberta” —, e a escolha explícita sempre vence o nome.
Num prédio, a garagem é um nível inteiro, escolhido em 🅿️ Garagem dentro da aba 🏗 Estrutural:
Um pavimento inteiro pode ser garagem sem ser subsolo nem pilotis — a garagem do 2º e do 3º andar, com os apartamentos acima. Para isso, selecione o pavimento e marque o uso como Garagem: a carga de 3,0 kN/m² da NBR 6120 passa a valer naquele pavimento, as vagas são contadas pela área, o piso e a demarcação entram no orçamento, e a altura livre sob a viga é conferida ali como em qualquer garagem. A estrutura do pavimento não é cobrada duas vezes — ele já é orçado como pavimento.
⚠️ O que o programa não desenha nesse caso é o acesso: a rampa (ou o elevador de veículos) que leva o carro da rua até aquele andar não tem geometria, área nem custo no modelo. O programa avisa em vez de deixar passar. Se você quer a rampa desenhada, use Subsolo ou Pilotis.
O pátio de vagas ao lado da edificação é feito pelo comparador de layouts, que dimensiona o arranjo, reserva vaga acessível e de pessoa idosa e demarca as vagas na planta. Essas vagas são contadas e conferidas — se não houver nenhuma reservada num edifício de uso coletivo, o programa avisa —, mas elas ficam fora da projeção do prédio: não viram nível nem entram no cálculo estrutural. Quando existem os dois, garagem do edifício e pátio no lote, o programa mostra as duas contagens separadas e deixa a soma com você, em vez de apresentar um total que esconde de onde veio.
A carga de garagem usada nas lajes é de 3,0 kN/m², da NBR 6120 Tabela 13, Categoria I — a categoria do veículo de passeio de até 30 kN e até 2,3 m de altura. Veículos maiores (categorias II a V, com cargas concentradas e forças horizontais de impacto em pilar) não são cobertos.
O comparador de layouts dimensiona a mesma área em quatro arranjos — 90°, 60°, 45° e paralela — mostrando quantas vagas cada um rende, a largura de corredor que cada um exige e o custo, e reservando vaga acessível e vaga de pessoa idosa. É por ele que você fixa o arranjo antes de o número de vagas virar compromisso.
Ventilação de garagem enclausurada e exigências do corpo de bombeiros (são Instruções Técnicas estaduais, não norma ABNT), saída de emergência do nível de garagem, raio de giro e trajetória de manobra entre as vagas, e a geometria da rampa em hélice. Duas variações de implantação também ficam de fora: garagem em pavimento intermediário (no 2º ou 3º andar, com o uso acima), porque os níveis de garagem entram abaixo do térreo ou no pilotis; e o estacionamento no lote fora da projeção do prédio, que o comparador de layouts dimensiona e demarca na planta, mas que não vira nível nem entra no dimensionamento da estrutura. Com mais de um subsolo, rebaixamento de lençol freático, contenção em níveis e ventilação mecânica são do projeto executivo — o programa avisa. A lista completa está na própria tela, dentro de 🔎 Compatibilização.
Um cômodo chamado Varanda, Sacada ou Terraço ganha automaticamente o guarda-corpo nas arestas que dão para fora — as que não encostam em outro cômodo. Clique nele e o painel da direita traz três campos:
Há ainda a caixa plano avançado (§4.4.2.4), para o guarda-corpo que fica à frente da borda da laje em vez de alinhado a ela. Marcando-a, abrem-se dois números que a norma limita: o avanço, de no máximo 5 cm, e a abertura inferior entre o elemento mais baixo e a borda do pavimento, por onde o gabarito esférico de 9 cm da NBR 14718 não pode passar. Uma abertura de 12 cm reprova o pavimento; 6 cm passa. Desmarcada a caixa, a cláusula não se aplica e o programa não pergunta nada — não existe “avanço” num guarda-corpo alinhado à borda.
Sem escolher, o programa deduz pelo nome — “Varanda gourmet” já vem com os equipamentos e com balaústres. A escolha explícita sempre vence o nome.
Sobre a mureta de alvenaria: a NBR 14718 §4.4.1.2 admite uma altura menor (0,90 m até a face superior) quando a mureta tem espaço interno de no máximo 0,10 m. O programa não aplica essa alternativa, porque o modelo não representa esse espaço — ele adota 1,10 m, que é o lado seguro, e diz isso na memória de cálculo.
O guarda-corpo só nasce onde há queda a proteger: numa varanda de térreo, sem desnível, ele não é gerado nem cobrado.
Tudo que define a forma do telhado está na Arquitetura: 🏠 Telhado livre (água) para desenhar água por água, 🏘️ Telhado pronto (catálogo) para escolher uma das formas prontas, e 🏠 Cobertura (telha, beiral, platibanda) para a configuração — forma, material da telha, inclinação, beiral, calha, testeira, platibanda e solar.
O madeiramento — o dimensionamento peça a peça pela NBR 7190 — fica na Estrutural, em aba própria 🪵 Madeiramento, porque é dimensionamento e não forma. Ele lê a forma definida na Arquitetura: mudou o telhado ali, o madeiramento acompanha.
No telhado escalonado o corpo da frente fica mais baixo que o dos fundos, e o degrau é medido em fração de pavimento, não em metros fixos: “Escalonado” desce meio pavimento e “Escalonado com desnível de pavimento” desce um pavimento inteiro. Assim o degrau acompanha o pé-direito do seu projeto.
Se o degrau pedido não couber — numa casa térrea, um pavimento inteiro deixaria o corpo da frente abaixo do nível do chão —, o programa reduz o degrau até o limite que cabe e diz isso, com o valor pedido, o entregue e a altura do prédio. Para o degrau cheio, o projeto precisa de mais um pavimento.
Nas formas em que um corpo mais alto fica dentro da planta do telhado — o monitor do lanternim, a copa da mansarda e do gambrel —, o telhado de baixo é interrompido sob esse corpo. É o que acontece na obra: ali não há telha, há a parede do lanternim e o rufo. O quantitativo e o orçamento seguem a mesma geometria, então a telha é contada uma vez só.
Isso é diferente da saia de pavimento recuado: ela fica fora da planta do telhado principal e permanece inteira, porque os dois cobrem áreas distintas.
Ao escolher um telhado pronto do catálogo, ele substitui o telhado desenhado anterior e se adequa à planta. Se o projeto estava configurado com platibanda — o murinho de arremate no perímetro — e você escolhe um telhado aparente (águas, tacaniça, piramidal, mansarda…), o programa desliga a platibanda e diz isso na mensagem, com a altura que ela tinha. O motivo é físico: o murinho ficaria em volta do telhado de águas, e o modelo passaria a afirmar duas coberturas ao mesmo tempo.
Se o que você quer é o telhado escondido atrás da platibanda, escolha um tipo da família Plana / escondida — nesses, a platibanda é mantida, porque é a razão de ser do tipo. E se quiser o murinho de volta sobre um telhado aparente, é só religar a platibanda no painel de cobertura; Ctrl+Z desfaz tudo.
No painel 🌧 Águas pluviais há o campo destino: sarjeta, rede pública de pluviais, infiltração no lote, reservatório de reúso — ou os dois que o programa reprova, rede de esgoto e lançamento sobre a calçada. O sistema separador absoluto proíbe levar chuva à rede de esgoto: além de sobrecarregar o tratamento, faz refluxo nos aparelhos justamente durante a chuva. Lançar sobre a calçada é proibido pelos códigos municipais — vira lâmina d'água e risco de queda.
Enquanto o destino não é declarado, o programa pede a declaração em vez de supor que está certo: supor “vai para a sarjeta” aprovaria em silêncio justamente o erro que a verificação existe para pegar. Declarando reúso, ele passa a cobrar o descarte da primeira chuva, o reservatório exclusivo identificado como não potável e a rede separada da potável.
Claraboia é abertura de iluminação zenital — entra luz pelo teto. Marque a caixa claraboia no painel do cômodo e escolha:
Os campos L, P e un definem a área de abertura. Essa área conta na iluminação natural do ambiente: um cômodo interno, sem parede externa, deixa de ser reprovado por falta de janela se a claraboia der conta de 1/8 da área do piso, e o aviso diz quanto da área veio dela. Ela também entra no orçamento por metro quadrado.
Se o fechamento for em vidro, o programa cobra o que a NBR 7199:2025 §4.5 exige, e que não é escolha do projetista: laminado de segurança com o lado interno classe 1 — o vidro que, ao quebrar, não cai sobre quem está embaixo. A norma nomeia claraboias junto de coberturas e marquises. Domo de acrílico e chapa alveolar não são vidro e não caem nessa exigência.
A claraboia só é oferecida no pavimento que fica sob a cobertura: o modelo não representa poço de luz atravessando andares. E o programa não aplica fator de eficiência da luz zenital — a área entra um por um, embora a luz pelo teto renda mais que a lateral de mesma área. É o lado conservador: nunca aprova por causa de um bônus que o município pode não conceder. Estanqueidade, rufos e a sobrecarga da abertura na laje também ficam fora.
🏗️ Estrutura (barra da esquerda) liga o lançamento automático: pilares nos cantos, vigas nas paredes, fundações. Com ela ligada, a planta mostra pilares e vigas, o clique num pilar ou numa viga abre a peça (seção, remover, restaurar, testar na bancada, punção), e o painel da direita tem seis abas: 🏗 Pré-dim (pilares, vigas, seção típica, balanços de viga e de laje), 🏠 Cobertura (forma, telha, inclinação, beiral, madeiramento NBR 7190 peça a peça, solar), 🦶 Fundação (sapata, estaca, radier, baldrame dimensionados do esforço real de cada pilar, com σ admissível declarado), 🅿️ Garagem (subsolo, pilotis, ambos — ver o capítulo de garagem), 💧 Reservatório (automático, só superior, superior + cisterna, sem reservatório) e 🌬 Ações/FEM (vento NBR 6123, sismo NBR 15421, estabilidade, P-Δ, espectro de resposta e o botão 🧮 Análise FEM).
Na laje, além da flexão (armadura positiva, negativa e de distribuição), o programa verifica a força cortante sem armadura transversal (NBR 6118 §19.4.1): a reação de apoio sai das charneiras a 45° e é comparada com o cortante resistente da laje. O par VSd ≤ VRd1 sai impresso na prancha mesmo quando passa com folga — em laje maciça sobre vigas essa verificação quase nunca é a que manda, e é exatamente por isso que ela precisa estar escrita: quem assina precisa do número, não da omissão. A prancha traz junto τRd, k e ρ₁, e registra que σcp é zero porque o programa não modela protensão na laje.
A 🧮 Análise FEM sempre verificou o equilíbrio global, o deslocamento no topo (H/1700), o γz e a flecha das vigas (L/250). Até agora esses vereditos apareciam como ✔/✘ apenas dentro do memorial: um projeto com o drift estourado mostrava ✘ enterrado no documento e a aba ⚠ Conformidade ficava limpa.
Agora eles viram apontamento no painel — EST-001 a EST-006 — com o valor medido, o limite e o que fazer.
⚠️ Só depois de rodar a Análise FEM. Sem ela o painel não diz nada sobre estrutura, de propósito: “não verificado” é diferente de “está certo”, e afirmar aprovação sem ter analisado seria o pior desfecho. A régua 🏗️ O que a estrutura confere mostra os 23 checks e em qual coluna cada um cai.
O EST-001 (equilíbrio) é o único que invalida o resto: se a soma das reações não fecha com a carga, nenhum esforço daquele modelo vale — conserte o lançamento antes de olhar qualquer outro número.
As cinco combinações são 1,4G+1,4Q, 1,4G+1,4Q±0,84W (nas duas direções), 1,0G+1,4W e a de serviço G+0,3Q. Nenhum desses números é escolha do programa:
A NBR 8681:2025 é a norma geral de ações e segurança; para concreto quem dá os valores-base é a NBR 6118 (§11.7), e é dela que o programa lê. Ambas estão no painel 📖 Normas, com cláusula e página.
⚠️ A NBR 8681:2003 foi cancelada em 24/09/2025 e substituída pela de 2025. Se você tem laudo ou projeto antigo citando a de 2003, é a norma daquela época que o julga — a aba de vigência registra as duas.
Os guias Pilar, Sem laje e aberturas e Caixa d'água detalham os pontos que mais geram dúvida.
A carga da laje não se distribui igualmente entre as vigas que a apoiam: cada viga recebe a parcela que a geometria manda. O total fechava, a repartição não: numa casa de referência, a viga mais subcarregada recebia 42% do que deveria e a mais sobrecarregada, 164%. E havia um problema pior: o pré-dimensionamento repartia por proximidade (Voronoi) e o pórtico por metro de viga, então o mesmo pilar tinha carga diferente conforme a tela que você abrisse — variação de 0,33 a 2,05 vezes.
No painel do 🧮 FEM aparece o método e, se houver, quanto de parede ficou sem viga por baixo — a única parcela que ainda precisa ser rateada, porque não tem caminho estrutural direto. Numa casa térrea típica isso costuma ser a divisória interna: 62 kN de 337, ou 18%. Lançar uma viga sob essas paredes faz o modelo seguir o caminho real, e o aviso desaparece.
No memorial, a seção 3.1 declara o caminho inteiro e a parcela sem viga, para quem for conferir o cálculo.
A carga total do pavimento é a mesma — o peso do edifício não depende de como se distribui. O que a distribuição por charneiras define é onde ela cai: viga que recebe um triângulo estreito da laje carrega menos que a viga do lado maior do painel, e isso aparece no momento, na flecha e na carga que chega a cada pilar. Ao conferir um pré-dimensionamento à mão, use a mesma regra da norma.
Todo apoio é tratado como do mesmo tipo (45°). O ângulo de 60°, que a norma prevê quando um lado é engastado e o outro simplesmente apoiado, exigiria decidir engaste painel a painel — isso é análise de laje, e o programa se declara estudo preliminar. A hipótese sai escrita no resultado.
A seção real vai para o cálculo (o FEM monta a inércia de cada eixo), para a planta, para a prancha de fôrmas, para o DXF, para o IFC, para o orçamento e para o memorial. Rode a 🧮 Análise FEM de novo depois de mudar.
A NBR 6118 §13.2.3 pede 19 cm de dimensão mínima. Entre 14 e 19 cm o pilar é permitido, mas os esforços de cálculo são majorados por γn = 1,95 − 0,05·b (14 cm → 1,25) e a área precisa ficar em pelo menos 360 cm². O painel aplica e declara o γn; um 14 × 25 (350 cm²) reprova pela área, um 14 × 30 passa. A verificação de cada pilar mostra essas duas checagens.
Se a construção não vai ter laje de teto (forro leve, telhado apoiado direto nas paredes), declare isso no pavimento: na barra do pavimento, ao lado da espessura da laje, escolha 🚫 Sem laje (forro / cobertura nas paredes). A escolha vale para o pavimento selecionado na aba.
O que muda: a laje some do 3D, dos cortes e do IFC; o cálculo estrutural deixa de aplicar o peso da laje e a carga de uso nesse nível (telhado e caixa d'água continuam, porque são da cobertura); o orçamento perde o concreto e o aço dessa laje; a prancha estrutural escreve "sem laje de teto" no lugar do detalhamento; o memorial declara a escolha. Rode o 🧮 Análise FEM de novo depois de mudar.
Laje em balanço (sacada, beiral). Quando um cômodo de um pavimento fica fora do apoio do pavimento de baixo (sacada) ou a laje de cobertura avança em beiral, o painel 🏗 Pré-dim mostra a linha 🪜 laje(s) em balanço com o balanço estimado, a espessura, o momento de cálculo, a armadura negativa na raiz e a flecha. A NBR 6118 exige 10 cm de espessura mínima em balanço (§13.2.4.1) e, abaixo de 19 cm, majora os esforços por γn = 1,95 − 0,05·h (Tabela 13.2; 12 cm → 1,35). O memorial repete a conta. É um estudo preliminar com inércia bruta: ancoragem da negativa e contraflecha ficam com o executivo.
🕳 Abertura na laje fura o piso do pavimento onde você desenha (e, portanto, o teto do pavimento de baixo). Serve para shaft, duto, poço de luz e escada. O cálculo desconta a área do furo no peso e na carga de uso desse nível, e a prancha não detalha um painel que está todo aberto.
Furar todos os cômodos do térreo não tira a laje de teto de uma casa térrea: o piso do térreo não é a laje de cobertura. Para isso, use 🚫 Sem laje.
O bloco azul que aparece sobre o telhado não é chaminé: é a caixa d'água. O aplicativo dimensiona o reservatório sozinho (NBR 5626) a partir dos cômodos que você nomeou como banheiro, lavabo, cozinha, copa, área de serviço ou lavanderia, e desenha a caixa sobre o primeiro banheiro. O peso da caixa cheia entra no cálculo estrutural — por isso ela faz parte do modelo, e não é enfeite.
Clique na caixa no 3D: abre o painel 💧 Reservatório (disciplina 🏗 Estrutural → ferramenta 🏗️ Estrutura), com o volume, o peso e as opções. Com 📏 Cotas ligado, o 3D mostra o rótulo da caixa com volume e peso.
A caixa sai do 3D, do cálculo estrutural (o peso no topo deixa de existir), do orçamento e do memorial, e o painel registra a escolha. A hidráulica dos cômodos continua igual. Atenção: sem caixa no modelo, a pressão nos pontos de água passa a depender da rede pública e não é verificada pelo aplicativo — a simulação hidráulica avisa isso.
Os outros modos: Automático (casa: só superior; prédio: superior + cisterna), Só superior e Superior + cisterna inferior. O campo reserva N dia(s) muda o volume e o peso da caixa.
No painel 💧 Reservatório há o seletor de posição. Ele decide o que a obra vai ter de fazer:
O abrigo entra no orçamento como alvenaria, revestimento nas duas faces, pintura e a tampa em concreto, com as quantidades calculadas do tamanho real do conjunto. A caixa continua apoiada na laje: o abrigo é fechamento, não apoio.
O volume vem da NBR 5626 — população estimada pelos dormitórios, 150 L por pessoa por dia, multiplicado pelos dias de reserva. A forma vem de um catálogo de caixas de polietileno comerciais: diâmetro e altura nominais, não um cubo. É por isso que o painel pode responder 2 × 1000 L em vez de 1 × 2000 L — duas caixas mais baixas cabem no forro onde uma alta não cabe, e o painel diz exatamente esse motivo quando divide o conjunto.
As medidas do catálogo são nominais e variam com a marca: confira o modelo especificado no catálogo do fabricante. Divergindo, declare as medidas reais e o aplicativo passa a verificar por elas.
Reservatórios acima do maior conjunto comercial são de alvenaria ou concreto, com projeto estrutural próprio — o aplicativo avisa e não tenta dimensionar a casa de máquinas.
O painel ⚠ Conformidade traz uma régua por disciplina. Cada uma separa os checks em três colunas, e a diferença entre elas é dado do produto, não detalhe:
Hoje: arquitetura 20/22 · estrutura 6/23 · hidrossanitário 3/23 · elétrica 8/24 · telecom 5/9 · terreno/infra 1/20. Vinte e quatro checks do catálogo não são verificados por motor nenhum — e estão nomeados nas réguas, um a um.
Um painel limpo sem essa lista convidaria à leitura errada. O programa prefere dizer o que não olhou.
Iluminação de emergência. A NBR 10898:2023 foi lida, e o aviso passou a trazer os números em vez de só dizer que o sistema é obrigatório. Quem obriga continua sendo a Instrução Técnica estadual do corpo de bombeiros, que prevalece e varia por estado, ocupação e altura — a norma dá o método. Dela vêm: autonomia mínima de 2 h (§4.9 — não a 1 h que muita gente lembra), funcionamento sem intervenção do usuário, 3 lx no piso em corredores, halls e locais de refúgio sem obstáculos, e 5 lx nas escadas, nas mudanças de nível, nos postos de primeiros socorros e junto aos equipamentos de combate a incêndio. O aviso conta as escadas do seu projeto e lembra que cada lance precisa de luz direta, com ênfase nos degraus superior e inferior. O nível vale independentemente da cor da parede, do teto e do leiaute; na dúvida, mede-se com luxímetro ao nível do piso. O programa não faz o cálculo luminotécnico de emergência: não define número de blocos, espaçamento nem fluxo luminoso.
Fotovoltaico. A NBR 16690:2019 foi lida, e o aviso do sistema mudou em três pontos. O DPS não é incondicional: para cabo principal longo (acima de cerca de 50 m) a norma diz “convém”, e aceita como alternativa conduto metálico aterrado, cabo diretamente enterrado ou proteção mecânica com blindagem — cobrar uma peça que a norma não exige é tão errado quanto deixar de cobrar a que ela exige. O “seccionamento sob carga” estava invertido: o §6.5 oferece quatro meios de isolar o inversor de todos os polos do arranjo, e um deles é justamente um dispositivo operável só com ferramenta e marcado “Não desligar sob carga”. E o que faltava: o memorial da análise de risco conforme a NBR 5419-2 deve fazer parte da documentação do projeto (§6.2.6) — o programa passou a pedir esse documento, sem fingir que o calcula. A identificação de geração própria no padrão e a homologação do inversor continuam citadas, mas agora como exigências da distribuidora e do PRODIST/ANEEL, não da norma.
Fundação e prova de carga. A NBR 6122:2022 foi lida no texto oficial. Duas coisas passaram a aparecer no projeto. A primeira: a contagem de furos de sondagem (2 furos até 200 m², 3 até 400 m², mais 1 a cada 200 m²) é da NBR 8036 — a 6122 §4.3 é quem torna a investigação obrigatória e remete a programação à 8036; o apontamento agora diz isso. A segunda: ao dimensionar estacas, o programa avisa quando a prova de carga se torna obrigatória (Tabela 6), o que acontece a partir do número de estacas da obra (50 a 100, conforme o tipo) ou da tensão de trabalho. O aviso traz o mínimo exigido — 1 % das estacas, nunca menos que uma — e diz o outro lado da conta: com duas provas executadas na fase de projeto, a Tabela 1 permite baixar o fator de segurança global de 3,0 para 2,0, e o ensaio costuma se pagar.
Talude e muro de arrimo. A NBR 11682:2009 foi lida no texto oficial, e a leitura mudou o que o programa afirma. As inclinações de referência 1V:1,5H em corte e 1V:2H em aterro, e o limite de 1,50 m de altura para exigir canaleta de crista e de pé, não estão nessa norma — são prática de projeto (manuais rodoviários e códigos municipais), e os apontamentos passaram a dizer isso. O que a norma fixa é o fator de segurança mínimo, que não é um número só: vai de 1,2 a 1,5 conforme dois níveis de risco (danos a vidas humanas e danos materiais/ambientais, Tabelas 1 a 3), e sobe mais 10 % quando os ensaios geotécnicos têm grande variabilidade. Para muro de contenção há régua própria (Tabela 4): tombamento 2,0, deslizamento na base 1,5 e capacidade de carga da fundação 3,0 — e é essa que o dimensionamento do arrimo usa.
É a disciplina com a menor cobertura: 1 dos 20 checks vira apontamento, 10 são aplicados ao dimensionar (talude, camadas de aterro, corte × aterro, barbacãs do arrimo, Método Racional, Manning, permeabilidade, calçada, pavimento, GLP) e 9 ninguém confere:
INF-009 poço de visita — o programa dimensiona a galeria (DN, declividade, velocidade, cotas de fundo) e não posiciona nem verifica os poços nas mudanças de direção, declividade ou diâmetro.INF-010 reservatório de retenção (piscininha) · INF-014 lençol freático alto · INF-017 condução das pluviais do lote — existem como peça que você insere; nada confere se são necessários.INF-006 canaletas de crista · INF-013 rampa veicular · INF-015 assentamento em platô · INF-016 redes enterradas · INF-019 raio de giro de carreta.O catálogo hidrossanitário tem 23 checks. 3 viram apontamento no painel, 13 são aplicados ao dimensionar (declividade, DN da bacia, caixa de inspeção, pressão, reserva, calhas, fossa, colisão) — e 7 ninguém confere. Estes você precisa verificar à mão:
HID-007 — separador absoluto: águas pluviais não podem ir à rede de esgoto. É o de consequência sanitária mais direta.HID-011 — velocidade ≤ 3 m/s. ⚠️ O limite existe na 🔬 Bancada hidráulica, onde você ensaia um ramal à mão — mas o dimensionamento automático não o verifica.HID-003 fecho hídrico e HID-014 extravasor — existem como peça que você insere; nada confere se estão lá.HID-012 válvula de descarga · HID-015 registro de gaveta · HID-023 reúso de chuva.A régua 🚿 O que o hidrossanitário confere, em ⚠ Conformidade, mostra as três colunas a qualquer momento.
O programa especifica DPS na entrada do quadro em todo projeto. Isso é adoção conservadora declarada, não exigência automática: a NBR 5410 §5.4.2.1.1 condiciona o DPS a (a) instalação com linha total ou parcialmente aérea e região AQ2 — mais de 25 dias de trovoadas por ano — ou (b) região AQ3.
O programa não sabe se a sua alimentação é aérea nem quantos dias de trovoada tem a região, então especifica do lado seguro e escreve o critério junto, para você enquadrar. A dispensa que a norma admite é estreita: só quando a consequência for estritamente material e o risco for calculado e assumido — nunca havendo risco à segurança ou à saúde das pessoas.
A localização não é "no quadro" por acaso (§6.3.5.2.1): é junto ao ponto de entrada da linha na edificação, ou no quadro principal mais próximo dele.
⚠️ A quantidade (vivos + neutro contra o PE) e a classe são arranjo de prática e catálogo de fabricante — a NBR 5410 não os tabela.
A NBR 5410 §5.4.2.2.1 exige proteção contra surtos em toda linha externa de sinal: telefonia, dados, vídeo, antena externa e ligação com edificação vizinha — nos pontos de entrada e saída da edificação, no DG junto ao BEP ou no BEL mais próximo (§6.3.5.3.1).
O programa não lança nem verifica esse DPS. O check TEL-009 existe para declarar a exigência: é requisito de telecom escrito na norma de elétrica, o tipo de coisa que se perde entre duas disciplinas.
Quando o projeto é de prédio ou galpão e não tem SPDA lançado, o painel avisa. Mas leia o aviso pelo que ele diz: a ABNT NBR 5419-2:2026 §5.4 decide a necessidade de SPDA por análise de risco — compara-se o risco calculado R com o risco tolerável RT e, se R > RT, medidas de proteção devem ser adotadas (§5.4.4). Os valores típicos de RT estão na Tabela 4 (§5.3): 10⁻⁵ por ano para perda de vida humana e 10⁻⁴ para patrimônio cultural — e a autoridade com jurisdição local tem prioridade na definição desse limite.
Ou seja: porte de edificação não é o critério. Uma residência pode exigir SPDA e um galpão isolado pode não exigir — quem decide é o cálculo, que depende da densidade de descargas atmosféricas da região, das dimensões, do uso e do conteúdo.
Este programa não faz essa análise e por isso não conclui nada: o aviso existe para lembrar que ela é devida. Também ficam de fora o nível de proteção, o método de captação e as medidas contra surtos — Partes 1, 3 e 4 da norma, que não foram lidas.
A edição vigente das quatro partes é 2026 (a Parte 2 é a segunda edição, de 10.03.2026, versão corrigida em 02.04.2026). A de 2015 está superada.
A planta elétrica que o programa emite usa a simbologia convencional de projeto elétrico predial. Ela vem da ABNT NBR 5444:1989, que foi cancelada sem substituição em 10/11/2014 — não há norma ABNT em vigor sobre símbolos gráficos para instalações elétricas prediais.
Por isso a prancha não credita a simbologia a norma nenhuma: diz que é convenção de mercado e informa o cancelamento. Se o seu cliente ou a prefeitura exigir uma simbologia específica, é ela que vale.
O catálogo elétrico tem 24 checks normativos, e eles não são todos da mesma natureza. Abrindo ⚠ Conformidade → ⚡ O que a elétrica confere, o programa mostra as três colunas:
Um painel limpo sem essa lista convidaria à leitura errada. O programa prefere dizer o que não olhou.
A NBR 5410 §5.3.4.1 a) exige IB ≤ In ≤ Iz: a corrente de projeto, o disjuntor e a capacidade do cabo, nessa ordem. A série comercial de disjuntores é discreta (10, 16, 20, 25, 32, 40, 50, 63 A), e existem faixas em que nenhum degrau cai entre a corrente do circuito e a capacidade do cabo. Quando isso acontece, a solução é subir a seção do cabo — é o que o programa faz.
O check ELE-010 acusa qualquer circuito que fique sem disjuntor coordenado. Se você editar seções ou disjuntores à mão, é ele que avisa.
ELE-024 — §9.5.3.2: as tomadas de cozinha, copa, área de serviço e lavanderia ficam em circuitos exclusivamente destinados a elas. Um circuito que misture uma tomada da cozinha com tomadas da sala reprova. A norma nomeia esses locais e não o banheiro.
ELE-006 — §9.5.3.1: todo ponto com corrente acima de 10 A constitui circuito independente. A régua é a corrente, não o nome do aparelho: 1500 VA passa de 10 A em 127 V e não passa em 220 V.
Os dois valem para o projeto como ele está, inclusive depois de você mover pontos entre circuitos à mão — não é uma marca que o gerador deixa, é uma verificação do desenho.
Ocupação do eletroduto (alínea a): 53% com um condutor, 31% com dois e 40% com três ou mais. São três taxas e não uma — dois condutores num eletroduto dimensionado a 40% podem exigir um diâmetro abaixo do que a norma admite.
Trecho contínuo sem caixa de passagem (alínea b, check ELE-023): 15 m em trecho interno e 30 m em externo, reduzidos em 3 m por curva de 90°. O limite não é de corrente nem de seção: é de puxamento — o cabo é enfiado depois, e trecho longo demais não passa. Por isso o conserto é abrir uma caixa de passagem no meio, nunca aumentar o eletroduto.
O limite vale para o trecho entre duas caixas, não para o comprimento do circuito: cada tomada e cada interruptor já é uma caixa. Uma casa térrea comum não dispara este aviso; ele aparece em vãos longos, garagens e pavimentos corridos.
Até agora as normas de telecom só dimensionavam as folhas; nenhum apontamento chegava a ⚠ Conformidade. Agora há 8 checks (TEL-001 a TEL-008), e a régua 📡 O que o telecom confere mostra quais rodam.
⚠️ A NBR 14565 é norma de edifício comercial e não cobre residência: os checks que dependem dela só falam quando o uso do projeto é comercial.
⚠️ A área de 81 m² por detector vale nas condições de cobertura plena da NBR 17240 — ambiente livre, pé-direito até 8 m, teto plano ou com vigas de até 0,20 m. Fora delas a área por detector reduz, e o programa não calcula essa redução: o aviso diz isso em vez de aprovar calado.
A caixa d'água que aparece no 3D é dimensionada aqui e no painel 💧 Reservatório da Estrutural: veja o capítulo da caixa d'água.
Planta elétrica. Na disciplina ⚡ Elétrica, lance os pontos e circuitos (ou use "gerar elétrica automática") e clique em 📄 Folhas (planta elétrica + quadro). O documento abre com a planta elétrica na primeira página: os pontos com simbologia (luz no teto, tomada baixa/média, TUE, interruptor, chuveiro, quadro), o número do circuito ao lado de cada ponto, os eletrodutos na cor do circuito com "C n Ø" (número e diâmetro em mm), legenda e a tabela dos circuitos. Depois vêm o quadro de cargas, o diagrama multifilar e a lista de materiais.
Para ver o caminho dos eletrodutos na tela, sem gerar documento, use 🧵 Eletrodutos e ligue "desenhar as rotas dos eletrodutos no 2D/3D".
Isométrico de água fria (e quente). Na disciplina 🚿 Hidráulica, lance os aparelhos e os ramais e clique em 📄 Folhas (isométrico + coluna). O documento traz o quadro de ramais, o esquema vertical da coluna e o isométrico: reservatório, coluna na prumada, ramais a 2,20 m do piso pelo percurso de cada ramal (o traçado manual, quando você desenhou; senão o automático), descidas até a altura de cada aparelho, DN da coluna e dos ramais. Água quente sai em vermelho tracejado.
É um isométrico de estudo: registros, conexões e cotas do executivo ficam com o projeto hidráulico, e o desenho diz isso no rodapé.
Por padrão, as rotas automáticas ligam os pontos em linha reta (e cruzam cômodos em diagonal). Para trechos em L, paralelos às paredes, ligue ↳ traçado ortogonal (pelas paredes) no painel 🧵 Eletrodutos ou no painel 🩹 Tubulação. É uma opção do projeto e vale de uma vez para eletrodutos, água e esgoto: o desenho, a planta elétrica, o isométrico, o IFC e as metragens de cabo e tubo passam a usar o traçado em L, com o cotovelo que cruza menos paredes. Rotas que você desenhou à mão não mudam.
As folhas de instalações abrem com a planta da disciplina por pavimento — o desenho que vai para a obra, sobre a mesma planta cotada da arquitetura. Nada é recalculado para desenhar: os símbolos vêm dos pontos que você lançou, os diâmetros e declividades vêm dos quadros já calculados, e as rotas são as mesmas do 2D (cadeia ponto a ponto ou ↳ traçado ortogonal, quando ligado).
| Planta | Símbolos | Rótulos e fontes |
|---|---|---|
| Hidráulica (água fria e quente) | Aparelho = círculo com sigla (LV lavatório, VS vaso, CH chuveiro, PI pia, TQ tanque, ML máquina, BD bidê, TJ torneira de jardim) na cor do ramal; ramal frio azul cheio, ramal quente vermelho tracejado; coluna AF na prumada. | “nome DN” por ramal e “coluna DN” pelo método dos pesos (NBR 5626 — quadro de ramais). Legenda com contagem e quadro com Σpesos, Q, DN e comprimento. |
| Esgoto, ventilação e pluvial | Ponto = círculo com sigla (VS, LV, CH, PI, TQ, ML, BD, MI; ralo = círculo com X); ramal marrom com seta no sentido do tubo de queda; TQ na base da coluna; CI (caixa de inspeção) ao lado da base, no térreo; CV = coluna de ventilação; AP = condutor pluvial. | “DN · i%” por ramal e “nome DN” por tubo de queda, ambos da NBR 8160 (quadro de ramais e ΣUHC). Cozinha na rede gera o aviso de caixa de gordura. |
| Telecom, dados e alarme | R ponto de rede, TV, C câmera (triângulo), F detector de fumaça (com o círculo de cobertura de 6,30 m — NBR 17240), A acionador, RK rack, CA central de alarme, CI interfonia; cabos tracejados em estrela até o rack/central (UTP azul, coaxial roxo, alarme laranja; vermelho quando passa dos 90 m do canal permanente — NBR 14565). | Quadro de pontos por pavimento; cabos por família com metros e quantos excedem; equipamentos em duas colunas — lançado na planta e por critério da NBR (1 ponto por ambiente de permanência, câmera por ~120 m², detector por 81 m²) — e a diferença declarada (“faltam 1”, “2 a mais”). |
A posição da caixa de inspeção é indicativa (a NBR 8160 pede CI na base do tubo de queda e nas mudanças de direção); registros, conexões, caixas de passagem, caixa de gordura, cotas de fundo, perfil do coletor e certificação da rede de dados são do projeto executivo. As rotas são estimativas de infraestrutura, não o caminho fino da obra.
No memorial (Início → 📄 Memorial), a seção 2.6 passa a declarar também água quente, águas pluviais, telecom (lançado × critério) e irrigação, quando o projeto tem esses dados.
O programa posiciona cada dispositivo, calcula a cota de fundo de cada trecho e desenha o perfil longitudinal — que é o que a própria NBR 8160 pede na documentação básica (§4.5: planta do pavimento inferior com o coletor, os dispositivos de inspeção e as cotas do lançamento).
| Regra | Cláusula | O que o programa faz |
|---|---|---|
| Caixa na base de cada tubo de queda | §4.2.6.2 | Uma caixa por prumada, ao lado dela |
| No máximo 25,00 m entre dispositivos de inspeção | §4.2.6.2 a) | Insere caixas intermediárias e diz por quê |
| No máximo 15,00 m da ligação pública ao dispositivo mais próximo | §4.2.6.2 b) | Reserva o último intervalo em 15 m |
| Em prédio com mais de dois pavimentos, caixa a pelo menos 2,00 m do tubo de queda | §4.2.6.2 | Afasta a caixa automaticamente |
| Caixa de inspeção tem profundidade máxima de 1,00 m | §5.1.5.3 | Passando disso, a peça vira poço de visita (1,10 m de lado, com degraus) e é marcada em vermelho |
| Coletor predial com diâmetro mínimo DN 100, dimensionado pela Tabela 7 | §5.1.4.1 | Corrigido em 04/09: antes o coletor usava a tabela do tubo de queda e podia sair DN 75 |
Novo levantamento: foto ou vídeo aéreo vira lote, construção e telhado editáveis por IA (rascunho para refinar), ou envie uma nuvem de pontos .laz (LiDAR, scanner, drone laser) para visualizar com medição, sobrepor ao modelo e transformar em paredes e cômodos (scan-to-BIM). Os levantamentos ficam listados e podem ser apagados do servidor.
Importar / converter IFC (Revit, ArchiCAD; nível 3 via IfcOpenShell na nuvem), Referência do modelo (sobrepor um IFC de consultor), Exportar modelo em IFC, Importar planta CAD (.dxf) (linhas, polilinhas, círculos e arcos viram traços; “derivar cômodos” fecha os ambientes) e Exportar planta para CAD (.dxf). Clash federado cruza todas as disciplinas no 3D e lista colisões e folgas insuficientes.
Salvar e abrir na nuvem, versões com hash, trava de edição (check-out) quando há mais de um membro, publicação assinada, revisões (enviar para revisão, caixa do revisor com veredito), equipe do escritório com papéis e titular por disciplina, apontamentos (novo, exportar/importar .bcfzip, enviar e puxar do BIMcollab), vistas salvas, cronograma 4D e a lixeira.
Mobiliário e elementos por cômodo (clique e depois clique na planta), elementos externos (no terreno) e tipologias estruturais paramétricas calculáveis (pórtico, treliça, torre, silo, reservatório elevado…).
Console de automação e Referência da API (o mesmo BIM que o assistente usa: criar cômodos, pavimentos, circuitos, rodar FEM, exportar), 🎬 Renderizar e baixar PNG em alta resolução, 🥽 Entrar em VR / 📱 AR (WebXR) e Criar por IA: o assistente monta e edita o projeto por texto, com créditos por conta.
Registro de anomalias com evolução (também numa página instalável no celular, sem internet, com importação do .json de campo), classificação por origem e natureza (NBR 13752:2024 §7.2.2-e), quesitos, comparação as-built × as-designed a partir de nuvem de pontos, fila de análises em nuvem (time-history), minuta do laudo pericial e laudo de inspeção predial com as normas da época.
Detalhes: componentes de detalhe nos cortes (dimensão de obra, na escala da vista), keynotes amarrados ao orçamento (divergência denunciada), linework (linha, região, máscara) e 🏛 Ver no corte. Parâmetros: parâmetros globais com fórmula (semeados do projeto, testados na faixa inteira), peça paramétrica com furo por fórmula (🧪 Flexar) e filtros de vista (esconder não é apagar).
No mesmo menu estão 🏛 Modelo IFC (.ifc), 📌 Apontamentos (.bcfzip) e 💻 Salvar no computador (.bim3.json). A planta em DXF também está na aba 📐 IFC, em DWG / DXF.
Calcular é de graça; entregar (DXF, IFC, pranchas, memorial) faz parte dos planos pagos e do período de teste. Se o botão mostrar o aviso de entrega, sua conta está fora do teste ou sem plano: abra 👤 Conta.
A entrega acontece em CAD. O BIM Studio exporta seis desenhos e converte qualquer um deles para DWG, que é o formato que a maioria dos escritórios e prefeituras exige.
Início → ⬇️ Exportar → 📐 CAD: DXF e DWG (todas as disciplinas). Uma tela só: marque os desenhos, escolha o formato e, no DWG, a versão do AutoCAD que o outro lado pediu.
| Desenho | Disciplina | Camadas próprias |
|---|---|---|
| Planta de arquitetura | Arquitetura | PAREDES (face real), ABERTURAS, COMODOS, COTAS, TEXTO, TELHADO, CUMEEIRA, RINCAO |
| Planta de fôrmas | Estrutural | PILARES, VIGAS, CONTORNO, TEXTO |
| Planta elétrica | Elétrica | ELE-PONTOS, ELE-ELETRODUTOS, ELE-TEXTO (com seção e disjuntor do circuito) |
| Planta hidráulica | Hidráulica | HID-APARELHOS, HID-RAMAL-FRIA, HID-RAMAL-QUENTE, HID-COLUNA, HID-TEXTO |
| Planta de esgoto | Esgoto | ESG-PONTOS, ESG-RAMAIS (DN e declividade), ESG-COLETOR, ESG-CAIXAS (com a cota de fundo), ESG-TEXTO |
| Planta de telecom | Telecom | TEL-DISPOSITIVOS, TEL-CABOS e TEL-CABO-EXCEDE (o cabo acima dos 90 m sai em camada separada, para achar no CAD) |
Todos os desenhos de instalação levam a arquitetura de fundo em camadas ARQ-PAREDES, ARQ-COMODOS e ARQ-TEXTO: é o que se espera abrir no CAD, e desliga em um clique quando você quer só a sua disciplina.
A conversão é feita pelo CloudConvert (Lunaweb GmbH, Munique), um serviço pago por arquivo. Vale explicar a troca, porque ela afeta o que você entrega:
Versão do arquivo: este conversor escreve até AutoCAD 2010. Não é limitação do seu desenho e não atrapalha entrega nenhuma — AutoCAD, BricsCAD e ZWCAD atuais abrem 2010 sem conversão. A tela só oferece as versões que ele realmente escreve, e o recibo depois do download diz qual saiu.
Onde o desenho passa: para converter, o DXF daquele desenho é enviado ao processador na Alemanha e apagado logo após a conversão. Vai apenas o desenho — nunca o memorial, o nome do cliente ou o seu registro profissional.
Início → ARQUIVO → ⬆️ Importar (ou aba 📁 IFC, ou Ctrl+K → importar_cad) aceita .dxf e .dwg. Importar é gratuito em qualquer plano, inclusive no Free: é entrada, não entrega.
O que acontece depende de quem fez o desenho, e a tela diz qual dos dois casos você caiu:
| Origem do desenho | O que volta |
|---|---|
| Emitido pelo BIM Studio (o DXF/DWG que você mesmo exportou) | O projeto. Cada ambiente volta com a área exata e o nome original, porque o desenho carrega o contorno de cada cômodo e o rótulo dentro dele. Portas e janelas são recalculadas pelo motor a partir do arranjo — medido em dois modelos: área com 0,0% de diferença e quantitativo idêntico (mesma alvenaria, mesmas portas, mesmas janelas). |
| De terceiro (AutoCAD, Revit, prefeitura…) | Geometria para desenhar por cima — as paredes, e tubulação/eletroduto na disciplina certa quando as camadas têm nome. Não é projeto: um desenho de terceiro não declara onde termina cada ambiente. Quem quiser tentar fechar os ambientes por aproximação usa Ctrl+K → fechar_em_comodos — e deve conferir as áreas, porque ali o programa está inferindo. |
Em qualquer dos casos, cota, texto e símbolo de aparelho não viram parede: a mensagem depois da importação diz quantas entidades ficaram de fora e por quê (o detalhe por camada vai para o console, F12).
Se o arquivo não for um DWG de verdade, o programa recusa pela assinatura interna, não pela extensão — um PDF renomeado não engana e não gasta nada.
Mesmo com a importação fiel, o formato para guardar o seu projeto é o arquivo do projeto (.bim3.json, em Salvar) ou o IFC. O DWG é o que você entrega: ele leva o desenho, não o modelo — altura de parede, seção de pilar, DN de tubo e carga não existem dentro dele, e nenhum programa do mundo os recupera de um DWG.
O FreeCAD não lê DWG sozinho — ele não traz leitor de DWG embutido. Ao tentar abrir, mostra:
No suitable external DWG converter has been found.
Isso não é defeito do arquivo: a mesma mensagem apareceria com um DWG salvo pelo AutoCAD. Faltam duas configurações, uma vez só:
dwg2dxf da LibreDWG (GPL). Em Editar → Preferências → Importar/Exportar → DWG, aponte o caminho do executável. Evite o conversor da Open Design Alliance para trabalho profissional: a licença gratuita dele é restrita a uso não comercial.Com os dois ajustes, a planta abre com as 9 camadas e os textos no lugar. AutoCAD, BricsCAD e ZWCAD não precisam de nada disso — abrem direto.
Como cada conversão é comprada de terceiro, o DWG tem franquia mensal por plano — e ela aparece no card do plano e no painel da sua conta, não numa nota de rodapé:
| Plano | Exportações DWG por mês | DXF |
|---|---|---|
| Free | — (exportar faz parte da entrega) | — |
| Período de teste | 10 | ilimitado |
| Autônomo | 30 | ilimitado |
| Profissional | 80 | ilimitado |
| Escritório | 150 | ilimitado |
Reexportar um desenho que não mudou não consome franquia. O servidor guarda o DWG já convertido e devolve o mesmo arquivo — então exportar, ajustar o projeto e exportar de novo só gasta pelas versões que realmente mudaram. O recibo embaixo do download avisa quando o arquivo veio do cache.
Se a franquia do mês acabar, a tela diz quantas você usou e o DXF continua saindo sem limite — a entrega não para.
Nada é redesenhado para o CAD: o traçado é o mesmo que aparece nas folhas. O ramal de esgoto sai com o DN e a declividade do quadro, as caixas de inspeção com a cota de fundo, o circuito elétrico com a seção e o disjuntor, o cabo de telecom que passa dos 90 m em camada separada. Se o CAD discordar da folha, é defeito — não são duas verdades.
Como IFC, pranchas e memorial, a exportação CAD faz parte da entrega: disponível no período de teste e nos planos pagos.
| Documento | Onde | O que traz |
|---|---|---|
| Memorial | Início → 📄 Memorial | Descritivo e de cálculo de todas as disciplinas, com hipóteses, normas e o que não foi verificado. Em 2.6 Instalações entram também água quente (NBR 7198), águas pluviais (NBR 10844), telecom (NBR 14565/17240) e irrigação — cada linha só aparece quando o projeto tem o dado. |
| Planta cotada | Início / Arquitetura → 📐 Planta | Planta baixa cotada e mobiliada por pavimento, quadro de áreas, escadas, revisões, acabamentos. |
| Cortes e fachadas | Arquitetura → 🏛 Cortes | Cortes AA/BB/DD/EE e fachadas com níveis, laje, telhado e componentes de detalhe. |
| Pranchas estruturais | Estrutural → 📃 Pranchas | Planta de fôrmas, pilares (b×h real), vigas, detalhamento das lajes, quadro de aço, DXF de fôrmas. |
| Folhas de instalações | Elétrica / Hidráulica / Esgoto → 📄 Folhas | Elétrica: planta elétrica + quadro + multifilar + materiais, e a folha de telecom (planta + quadro de pontos + cabos + equipamentos). Hidráulica: planta hidráulica + ramais + coluna + isométrico + pressões + materiais. Esgoto: planta de esgoto + ramais + queda/ventilação + pluvial. |
| Folha componível | Início → 📋 Folha | Prancha A0–A4 (NBR 16752) com várias vistas na mesma página, cada uma na sua escala, moldura e carimbo do escritório. |
| Implantação, coberturas, terraplenagem e áreas molhadas | 🔗 Compartilhar → 🗺 Arquitetura — Implantação… | Quatro pranchas com o conteúdo que a NBR 6492 pede em cada uma: implantação (lote, recuos cotados, projeção da cobertura, áreas permeável e impermeável, acessos, norte e escala gráfica, mais o quadro de dados legislativos com taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, permeabilidade e gabarito); planta das coberturas (águas, sentido de escoamento e inclinação); terraplenagem (planta e corte AA com as cotas projetada e existente, corte e aterro medidos pela topografia); e ambientes especiais (áreas molhadas com área de piso, perímetro, parede e faixa lavável quantificados desenho a desenho). Fecha com a lista de pranchas. A implantação precisa do lote (aba 🌱 Terreno) e a terraplenagem, de pontos de nível (aba 🏔 Topografia); sem esses dados a folha sai marcada como não emitida, dizendo o que falta, em vez de desenhar um terreno suposto. |
| Quadro de áreas real × equivalente | 🔗 Compartilhar → 📐 Quadro de áreas (NBR 12721) | O Quadro I da NBR 12721 — o quadro de áreas que vai ao registro de imóveis, diferente do quadro de áreas do projeto: traz as 18 colunas da norma, área real e área equivalente em área de custo padrão, por pavimento e global, com a composição dependência a dependência. Onde a norma dá faixa de coeficiente (varanda 0,75 a 1,00, garagem de subsolo 0,50 a 0,75), a linha fica pendente até você adotar um valor: o programa não escolhe pelo responsável técnico. A folha imprime também o aviso da própria norma de que essa área diverge da do alvará e do habite-se, por serem critérios de medição diferentes. |
| Orçamento e 4D | 💰 Orçamento / 🏗️ Obra 4D | Quantitativos do modelo com bases de preço (Caixa, SIURB, FDE) e BDI; cronograma e tabelas exportáveis em CSV. |
| IFC, DXF, BCF, maquete | Início → ⬇️ Exportar / 3D → ⬇ Saída | Intercâmbio com Revit/ArchiCAD/AutoCAD, apontamentos, maquete navegável, foto e vídeo. |
Todo documento da tabela acima chega por três caminhos, e você usa o que for mais rápido no momento: o botão em 🔗 Compartilhar ou no painel da disciplina; a busca Ctrl+K, digitando o nome do documento (“memorial”, “planta cotada”, “cortes”, “quadro de áreas”, “carga térmica”); e o assistente, pedindo em português — “gere o memorial”, “abre as pranchas de estrutura”, “exporta o DXF da elétrica”. O portão de entrega é o mesmo nos três: o que é dos planos pagos continua sendo, venha de onde vier o pedido.
Toda conta calcula de graça e guarda 3 projetos. O período de teste dá acesso completo por 30 dias. Depois, a entrega (IFC, DXF, pranchas, memorial, folhas) e projetos ilimitados exigem um plano pago, a partir de R$ 59/mês. 👤 Conta mostra o plano, o prazo, os créditos de IA e as exportações DWG do mês.
Uma única coisa é contada por mês na entrega: a conversão para DWG (30 no Autônomo, 80 no Profissional, 150 no Escritório, 10 no período de teste), porque ela é comprada de um conversor licenciado, arquivo a arquivo. Todo o resto — DXF, IFC, pranchas, memorial, folhas, orçamento — é ilimitado dentro do plano. Reexportar um DWG que não mudou vem do cache e não conta. Detalhes no capítulo Exportar para CAD.
O orçamento sai com uma base de preços de referência (Caixa/SINAPI, SIURB, FDE). Em 💰 Orçamento há o botão 🔴 Cross-check material, que consulta o preço de hoje no catálogo público de uma rede de material de construção e mostra ao lado de cada item.
| Loja | Praça que atende |
|---|---|
| Telhanorte | São Paulo e nacional |
| Obramax | São Paulo e Rio de Janeiro |
| Chatuba | Rio de Janeiro e Espírito Santo |
| Tumelero | Rio Grande do Sul |
Escolha a loja que atende a sua região — o preço muda bastante entre elas. Num mesmo saco de cimento de 50 kg medimos R$ 32,90 na Obramax e R$ 45,90 na Tumelero: 39 % de diferença. É por isso que a praça aparece no seletor.
Ao lado dele, ⚖ Comparar lojas cota o mesmo material nas quatro redes de uma vez e abre uma tabela com o preço de cada uma e qual é a mais barata. É o jeito rápido de descobrir quem atende melhor a sua praça — e serve de conferência: preço que destoa demais das outras lojas quase sempre é outro produto, não outro preço. Uma busca por telha cerâmica devolveu R$ 0,90, R$ 1,96, R$ 2,19 e R$ 109,90: o último era uma caixa com 12 telhas. A tabela marca esse caso em vermelho e não o considera na hora de apontar a mais barata.
Os preços acima são de redes grandes, que não existem em toda cidade. Quem atende a maioria das obras é o depósito local — e é para ele que serve 📇 Pedir cotação, ao lado dos outros dois botões do orçamento.
Você cadastra os fornecedores com quem já compra: nome (é o único campo obrigatório), CEP, WhatsApp e o que cada um fornece. A agenda é sua e vale para todos os projetos. Informando o CEP do fornecedor e o da obra, a lista aparece ordenada por distância em linha reta — que serve para saber quem está perto, não para prometer prazo de entrega. Quem não tem CEP cadastrado aparece numa lista à parte, marcado como sem CEP: não saber a distância é diferente de estar longe.
Escolhido o fornecedor, o programa monta a solicitação de cotação com as quantidades do projeto. A folha abre numa aba e traz quatro saídas:
Os dois primeiros funcionam sempre; os dois últimos dependem de você ter cadastrado o WhatsApp ou o e-mail daquele fornecedor. Pode baixar os arquivos sem escolher fornecedor nenhum — a lista sai igual, para levar a quantos depósitos quiser.
O orçamento lança o mesmo material em composições diferentes — a alvenaria das paredes e a da platibanda, por exemplo, são duas linhas lá dentro. No pedido de cotação elas aparecem somadas numa linha só, porque é assim que se compra; a folha indica quando uma quantidade veio de mais de um lançamento. Materiais com unidades diferentes nunca são somados.
A mensagem sai do seu programa de e-mail, em seu nome — não da plataforma. É assim que deve ser: o fornecedor responde para você, e a negociação é sua.
Se o seu computador não tem um programa de e-mail configurado (é o caso de quem usa só webmail no navegador), esse botão pode não abrir nada. Por isso os arquivos existem: baixe o PDF ou o .docx e anexe onde você já lê e-mail.
Listas grandes não cabem no endereço que abre o e-mail (um limite dos próprios programas de e-mail, em torno de 2.000 caracteres — um orçamento de 20 itens já passa disso, e o Outlook corta sem avisar). Quando isso acontece, o programa copia a lista inteira para a área de transferência e abre a mensagem com um espaço marcado para você colar. Ele avisa na tela quando faz isso: a lista nunca é enviada pela metade.
A lista sai sem preço, de propósito: mandar a nossa estimativa junto influenciaria a resposta e pareceria uma proposta nossa. Quem forma preço é quem vende.
A agenda é ordenada por distância, que é geometria, e o critério aparece escrito na tela. Não há indicação paga nem ranking patrocinado: quem escolhe com quem comprar é quem paga a conta. Se um dia existir destaque pago, ele virá rotulado como tal e fora dessa ordenação.
Existe também a lista de materiais por fabricante (Tigre, Amanco, Deca) para hidráulica e esgoto, com produto real, DN e preço de referência — em 🚿 Hidráulica → materiais. Ali o botão de cotação atualiza os tubos pela loja escolhida.
Todo valor de norma que o BIM Studio usa vive num módulo próprio com cláusula, página do PDF oficial e a data em que alguém leu aquele texto. Não é decoração: é o que permite conferir um resultado em dez segundos e saber se a edição mudou. Você é o responsável técnico — o programa mostra a conta e a origem dela; a decisão continua sua.
Norma citada não é norma lida. Quando um apontamento nomeia uma norma que o programa ainda não leu no texto oficial — sem cláusula e página conferidas —, ele diz isso na própria linha: “⚠️ norma CITADA, não lida no sistema”. O critério do apontamento continua valendo e sendo útil; o que você não deve supor é que o texto da norma foi conferido palavra por palavra. Onde não há esse aviso, há cláusula e página por trás do número.
🧱 Integridade do modelo. Ao lado de ⚠ Avisos e 📌 Apontam., no canto inferior direito, há a aba 🧱 Integridade. Ela responde a uma pergunta diferente das outras duas: não “o número bate com a norma?”, mas “a peça faz sentido como objeto físico?” — telhado que não se atravessa, telhado que tem o que o apoie, construção que tem cobertura e equipamento de cobertura — placas fotovoltaicas, coletores solares, boiler — que pousa mesmo sobre a telha, e não no ar acima dela. São verificações de geometria, e por isso não citam norma nenhuma.
Cada apontamento traz a medida que o sustenta e diz o que aquele invariante não cobre. Quando existe um conserto seguro, ele aparece como botão de proposta, com a descrição do que muda e o motivo — e só roda no seu clique; Ctrl+Z desfaz. Quando o conserto depende de decisão de projeto (escolher a forma de um telhado, por exemplo), o programa diz que não há conserto automático em vez de escolher por você.
Todo check do catálogo tem quem o confira. São 138 verificações em sete disciplinas, e nenhuma está na situação de “existe no catálogo e ninguém verifica”: cada uma ou vira apontamento no painel, ou é aplicada no motor da peça — isto é, garantida no momento em que o programa desenha ou dimensiona, e a linha diz em qual arquivo isso acontece.
Duas consequências práticas. A primeira: todo apontamento é zerável dentro do programa. Se um aviso não puder ser resolvido por nada que você faça na tela, ele não deveria ser um aviso — foi por isso que o extravasor do reservatório ganhou uma caixa no painel 💧 Reservatório e as águas pluviais ganharam o campo destino no painel 🌧 Águas pluviais. A segunda: quando o programa não consegue verificar alguma coisa, ele diz isso na própria mensagem, em vez de calar. Você lê “⚠️ não é conferido aqui” e sabe exatamente o que ainda é seu.
Há uma linha dessas para cada uma das sete disciplinas — estrutura, hidrossanitário, arquitetura, elétrica, telecom, terreno/infra e garagem/estacionamento. A da garagem traz ainda uma lista “Fora do escopo deste motor”: o que o programa declaradamente não verifica, para você não supor cobertura.
Dentro de 🔎 Compatibilização há a linha “O que a arquitetura confere — e o que não confere”. Ela separa três coisas: os checks que rodam no painel, os que são conferidos no motor da peça (rampa e escada são validadas na hora em que você as insere, não no painel) e os que ainda não são conferidos, dizendo qual norma deixa de ser verificada em cada um.
Um placar limpo sem a lista do que não foi olhado convida à leitura errada. O programa prefere dizer o que não sabe.
Duas exigências da NBR 9050:2020 costumam surpreender, e o programa verifica as duas:
Qual das duas réguas vale depende do uso do pavimento, o mesmo campo que já define a carga acidental (barra do pavimento → uso). Pavimento sem uso declarado é tratado como residencial privativo, que é a régua menos exigente: se o seu projeto é de uso coletivo ou público, declare o uso e a verificação sobe sozinha.
Não existe norma federal que fixe área mínima de dormitório: isso é código de obras municipal, e varia de cidade para cidade. O programa trabalha com dois números diferentes, e a diferença entre eles importa:
Banheiro e lavabo são ambientes diferentes para o programa: banheiro completo (com box) pede 2,5 m² e 1,10 m de largura; lavabo, 1,5 m². Iluminação natural é conferida em 1/8 da área do piso (Código Sanitário SP) e o gerador dimensiona a janela em 1/6, que é mais exigente e atende aos municípios que pedem essa fração.
Vale conferir estas, porque a edição vigente costuma não ser a que se aprendeu:
| Norma | Ponto de atenção |
|---|---|
| NBR 5626:2020 (água fria e quente) | Substituiu a NBR 7198, cancelada em 2020: água quente saiu para cá. Limites de temperatura (70 °C na tubulação, 45 °C em ponto de uso corporal), pressão estática máxima de 400 kPa (§6.9.4) e reserva de no máximo três dias. |
| NBR 8160 (esgoto) | O coletor predial não desce abaixo de DN 100. As declividades usadas são as da norma (2% até DN 75, 1% de DN 100 em diante); caixa de inspeção a cada mudança de direção e a cada 25 m de trecho reto. |
| NBR 10844 (águas pluviais) | A intensidade de chuva vem da Tabela 5, com 98 postos — Bauru: 120 mm/h para período de retorno de 5 anos. O condutor vertical é dimensionado por tabela adotada (a norma manda usar ábaco), e isso vem declarado no memorial. |
| NBR 14565:2025 (telecom) | Os 90 m são do enlace permanente; o canal, já com os cordões, vai a 100 m. O escopo da edição vigente é edifício comercial. |
| NBR 9050:2020 VC:2021 (acessibilidade) | Rampa a 8,33% com desnível máximo por segmento pela Tabela 4; degrau (Blondel 0,63–0,65, piso 0,28–0,32) está aqui, não mais na NBR 9077. Circulação interna na §6.11 (acima). |
| NBR 9077:2025 (saídas de emergência) | Mudou o paradigma: perfil de risco (ocupante A–E × velocidade do fogo) na Tabela 6. Residencial sem chuveiros e com saída única: 30 m de caminhamento, que é também o teto absoluto em direção única. |
| NBR 9050:2020 §6.8 (escada) | Além do degrau (Blondel, §6.8.2), o programa confere o patamar a cada 3,20 m de desnível (§6.8.7) — uma escada reta de lance único com 4 m de desnível é apontada —, o patamar de no mínimo 1,20 m e, em mudança de direção, de ao menos a largura da escada (§6.8.8), e a largura de 1,20 m em rota acessível (§6.8.3). O tipo escolhido muda a resposta: a mesma altura em U tem dois lances e passa. |
| NBR 14718:2019 (guarda-corpo) | Obrigatório em desnível maior que 1,00 m; altura mínima 1,10 m; vão-luz de no máximo 0,11 m. Peitoril acima de 0,70 m é “mureta alta”, e aí a única régua é a altura total de 1,10 m — é por isso que o peitoril padrão de janela é 1,10 m. |
| NBR 6118:2026 (concreto) | 5.ª edição, incorporando a Emenda 1 de março de 2026. |
| NBR 7190-1:2022 (madeira) | O kmod perdeu o terceiro fator; a classe de umidade 2 mudou, e o caso típico ganhou cerca de 12% de resistência em relação à edição de 1997. |
| Assunto | O que é verificado |
|---|---|
| Vidro de segurança NBR 7199:2025, Tabela 8 | A Tabela 8 decide por dois números que o desenho já tem: a cota do vidro em relação ao piso (1,10 m) e o desnível entre os ambientes (1,0 m). Vidro abaixo de 1,10 m exige vidro de segurança; se o desnível passa de 1,0 m, exige laminado classe 1 no lado interno. Guarda-corpo de vidro é sempre laminado classe 1. ⚠️ Nesta edição o texturizado aramado deixou de ser vidro de segurança. |
| Sanitário acessível NBR 9050 §7 | Em pavimento de uso público ou coletivo, a Tabela 7 pede 5% de cada peça acessível, no mínimo uma por pavimento. O programa mede se algum sanitário do pavimento comporta o giro de 360° (Ø 1,50 m). As demais medidas ficam na busca: transferência 1,20 × 0,80 m, bacia a 0,43–0,46 m, barras de 0,80 m a 0,75 m do piso, porta abrindo para fora. |
| Vagas reservadas NBR 9050 §6.14 | Faixa de circulação de pedestre de 1,20 m, espaço adicional de 1,20 m na vaga reservada e percurso de no máximo 50 m até o acesso. ⚠️ O percentual de vagas não é da norma: a §6.14.3 remete à legislação — confira a do município. |
| Impermeabilização NBR 9575 §6.4 | Caimento de 1% em direção aos coletores (0,5% só em calha e área interna) — verificado na cobertura em laje. Na especificação, lembre do embutimento de 20 cm nos planos verticais e do coletor de DN 75 mm no mínimo. |
| Acústica NBR 15575-4:2025, Tabela 21 | Parede de geminação entre unidades: DnT,w ≥ 45 dB quando há dormitório, 40 dB quando não há. Dormitório × área comum de trânsito: 40 dB. ⚠️ A norma verifica por ensaio em campo na obra entregue — nenhum cálculo em planta atesta desempenho. O programa diz onde a exigência incide e qual o valor, para a parede ser especificada antes de subir. |
| Porta que não abre | A folha de uma porta de giro varre um quarto de círculo do próprio tamanho. Se o ambiente é mais raso que a largura da folha, a porta bate na parede oposta. Sem norma envolvida — é geometria. |
Nem tudo que está no catálogo de verificações tem verificação automática. Hoje o programa não confere os arremates de cobertura da NBR 15575-5 (calha, rufo e pingadeira). A tela 📖 Normas de referência mostra em cinza tracejado tudo o que está declarado e não é conferido, justamente para você não supor cobertura que não existe.
E há limites dentro do que é conferido, todos declarados na própria verificação: o programa não sabe o tipo de vidro que você especificou (aponta onde a norma exige, não se foi atendido), não guarda o revestimento de parede por ambiente, não confere colisão de porta com mobiliário, e não atesta desempenho acústico — que só se mede em campo.
| Tecla | O que faz |
|---|---|
| Ctrl+K | Busca qualquer ferramenta, comando ou valor de norma pelo nome |
| ? | Lista completa de atalhos do teclado |
| Esc | Cancela a ferramenta em andamento (por exemplo, o 1º ponto de uma cota) |
Não achou o que precisava? Fale com a LIA, a assistente da Mantovani, no WhatsApp. Ela responde na hora e, se for algo que só uma pessoa resolve, passa para a equipe.
Tirar dúvida no WhatsAppO botão 💡 Sugestões, na barra de cima, abre a caixa em que você escreve o que falta, o que está errado ou o que atrapalha. Ela tem quatro modos, e a diferença importa para quem lê do outro lado:
Junto vai, se você deixar marcado, em que tela você estava e a versão do programa — a caixa mostra exatamente o que será enviado. Estando com a conta aberta, o botão 🗂 O que já mandei lista as suas mensagens e a resposta de cada uma (aberta, lida, planejada, feita ou não será feita). Sem conta, basta deixar um e-mail para retorno.
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